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Moldávia: Presidente pró-Rússia recém-eleito quer antecipar escolha de um novo governo

Igor Dodon defende uma reaproximação à Rússia, mas tem a oposição do atual executivo pró-União Europeia e por isso defende anteciper as eleições de 2018 já para o próximo ano.

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Moldávia: Presidente pró-Rússia recém-eleito quer antecipar escolha de um novo governo

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O novo Presidente da Moldávia, Igor Dodon — eleito este domingo com 55 por cento dos votos —, pretende antecipar já para o próximo ano as eleições parlamentares previstas nesta antiga república soviética apenas para 2018. A pró-europeísta Maia Sandu era a rival, mas ficou-se apenas pelos 45 por cento dos votos.

Point of view

A Moldávia comprovou o respeito pelos valores democráticos. O país conduziu umas eleições competentes e atenciosas.

Geir Joergen Bekkevold OSCE

O socialista Igor Dodon é um confesso apoiante da reaproximação moldava à Rússia e à renegociação do Acordo de Associação com a União Europeia que o atual governo pretende reforçar. Por isso, o objetivo do Presidente eleito será o de aproveitar a insatisfação europeia dos moldavos, expressa nestas presidenciais, e fazer cair o atual executivo liderado pelo primeiro-ministro Pavel Filip.

Apesar da vitória de Dodon e das ideias pró-Rússia do socialista, o chefe de Governo garante que o caminho para a integração moldava na União Europeia não tem marcha atrás.

Nas ruas, o triunfo de Dodon esteve na origem de uma manifestação pró-Europa. Cerca de duas mil pessoas concentraram-se junto à sede da comissão eleitoral, na capital Chisinau, alegando eventuais violações eleitorais e a reclamar por novas eleições.

O responsável pela delegação da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), que acompanhou o desenrolar destas presidenciais, considerou, no entanto, que “a Moldávia comprovou o respeito pelos valores democráticos”. “O país conduziu umas eleições competentes e atenciosas”, afirmou Geir Joergen Bekkevold.

O responsável da OSCE denunciou apenas algumas reservas em torno do quadro legal aplicado à segunda volta destas eleições. Geir Joergen Bekkevold referiu-se, por exemplo, à falta de regulação apropriada para o tempo para gerir queixas e recursos, o início oficial da campanha para a segunda volta, a implementação do financiamento das campanhas e a gestão das listas eleitorais.