Última hora

Em leitura:

Grécia: Atentas recorda revolta estudantil de novembro


Grécia

Grécia: Atentas recorda revolta estudantil de novembro

Milhares de pessoas recordaram em Atenas o aniversário da revolta estudantil de 1973 contra a ditadura dos coronéis, reprimida violentamente pelo regime.

Uma cerimónia marcada por duas marchas distintas: sindicatos e formações de esquerda por um lado, partido comunista por outro.

Vários milhares de polícias foram mobilizados para enquadrar os protestos que habitualmente são marcados por atos violentos à margem das marchas.

Um participante afirma:
“Eu vim com o meu filho para que conheça a verdade sobre o que aconteceu e não aquilo que outros querem contar. Para que veja com os seus próprios olhos onde é que o estudantes resistiram e onde os tanques do exército tentaram fazê-los ceder”.

Outro participante afirma:
“Os jovens lutaram pela educação pública e gratuita, pelas mesmas razões que lutamos hoje. Lutamos pelos direitos que nos querem retirar”.

Milhares de pessoas concentraram-se igualmente frente à embaixada dos EUA em Atenas para denunciar o apoio da CIA ao golpe militar que levou os coronéis ao poder em 1967. Um protesto que decorreu um dia após a visita de Barack Obama ao país. Washington tinha pedido desculpas pela ingerência, durante a visita de Bill Clinton a Atenas em 1999.

A revolta estudantil foi violentamente esmagada pelos tanques da ditadura, a 17 de novembro de 1973, quando o exército foi mobilizado para pôr fim à ocupação da escola politécnica de Atenas por manifestantes contra o regime. Pelo menos 24 pessoas foram mortas e várias dezenas ficaram feridas durante o assalto militar.