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Promete ser uma sexta-feira difícil após lançamento do vinho Beaujolais novo


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Promete ser uma sexta-feira difícil após lançamento do vinho Beaujolais novo

O lançamento do vinho novo Beaujolais é uma das festas mais aguardadas em França, mas não só. Há ecos nos Estados Unidos e até no Japão, onde existe mesmo quem se banhe numa piscina de vinho e deguste este “néctar” sensação da região francesa de Rhône-Alps.

O foco da festa está, claro, em Lyon, capital da região de onde este vinho é originário. Não muito longe da redação da euronews, Pierre Assémat, jornalista da nossa equipa francesa, foi confirmar que “o lançamento do Beaujolais novo é sempre uma festa”. Por 10 euros, recebia-se uma garrafa e um copo, com o qual se poderia continuar a beber até não haver mais ou até…

“Mas este ano, os viticultores e os produtores de vinho decidiram não lançar apenas o Beaujolais novo, mas todos os Beaujolais ‘nouveaux’. O objetivo é relançar este vinho novo cujas vendas têm vindo a cair apesar de ser muito apreciado fora de França”, explica-nos Pierre Assémat, entre turistas oriundos da Nova Zelândia e dos Estados Unidos.

De facto, as garrafas de Beaujolais novo estão a vender-se pela metade do que acontecia há 10 ou 15 anos. O problema foi a enorme procura nas décadas de 70,80 e 90 do século XX, o que levou os viticultores a investir em mais e mais vinhas, mas agora a apetências pelo vinho decaiu e dos 1,4 milhões de hectolitros vendidos há 10 anos passou-se para os 750 mil por ano.

Em 2014, venderam-se 28 milhões de garrafas. No ano passado, esse número baixou para os 25,7 milhões. Alguns enólogos explicam esta redução com o surgimento de produtores que não respeitam os critérios de qualidade e que levaram a baixar a qualidade da imagem do Beaujolais novo, um vinho ainda assim fresco, rápido a chegar à garrafa e com poucos ou nenhuns sulfitos.

Não é, contudo, um vinho fácil. Pouco fermentado, tem um gosto um pouco agressivo.

Os produtores franceses da região de Beaujolais não se deixam abater e o sucesso além-fronteiras dá esperança, O secretário-geral da associação de jovens agricultores do Rhône sublinha a presença do vinho em “45 países”. “Os registos são bons. Estamos otimistas com o mercado estrangeiro e em França também está a correr bem e a florescer”, garante Jérémy Giroud.

Uma vez mais, este ano, a partir das zero horas da terceira quinta-feira do mês de novembro e até as pipas secarem, a cidade de Lyon encheu-se para degustar mais uma colheita de Beaujolais novo. Esta sexta-feira, não será certamente um dia fácil para muitos lioneses fecharem a semana de trabalho.

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