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A matemática e geometria da dança

“A Grande Fuga” é um dos últimos trabalhos de Beethoven, cheio de desespero mas também de entusiasmo.

Dois mestres da dança contemporânea tinham-na já encenado em Lyon. Agora é a vez de Lucinda Childs, uma das mais importantes representantes da Dança Moderna nova-iorquina.

A lenda da dança, delicada e resoluta, chega ao ballet da Ópera de Lyon.

Em Nova Iorque, na década de 1960, Lucinda Childs desenvolveu um estilo minimalista que chocou o mundo da dança. Fazia os seus espetáculos em lofts, garagens e galerias.

Hoje, o seu estilo é menos radical, mas ainda minimalista.

Uma coreografia harmoniosa, pensada a partir de cima como um jogo de tabuleiro.

A dança entrelaça-se com a geometria, num palco inspirado em folhas de papel quadriculado, com ornamentos barrocos.

Dominique Drillot é o designer de palco, luz e criou também os figurinos. Ele trabalha com a coreógrafa há 15 anos.

“A Grande Fuga”, e num primeiro olhar, não é muito cativante. Os críticos contemporâneos descreveram-na como “incompreensível como o chinês”.

Hoje é considerada uma das maiores realizações de Beethoven, cheia de entusiasmo e desespero. Quando a compôs, o compositor estava quase surdo.

Para a Opera de Lyon, é a terceira interpretação desta ópera de Beethoven.

Desde 2006 que produções dos coreógrafos Anne Teresa de Keersmaeker e Maguy Marin fizeram parte do repertório.

Lucinda Childs estreia o seu novo trabalho no dia 17 de novembro, dia em que são apresentadas, e pela primeira vez, as várias interpretações da obra, uma após a outra.

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