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A queda, não prevista, de Nicolas Sarkozy

“A Queda” de Nicolas Sarkozy é assim que o Libération resume a derrota, não esperada, do ex-presidente na primeira volta das primárias da direita francesa.

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A queda, não prevista, de Nicolas Sarkozy

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“A Queda” de Nicolas Sarkozy é assim que o Libération resume a derrota, não esperada, do ex-presidente na primeira volta das primárias da direita francesa.

No seu discurso, depois de ser afastado da corrida à presidência francesa, Sarkozy, anunciou que é o momento de “encarar a vida com mais paixão privada e menos pública” e firmou o seu compromisso em apoiar François Fillon:

“É meu dever dizer franca e claramente, com lealdade, mesmo com os desacordos que tivemos no passado, que me parece que François Fillon compreendeu melhor os desafios que França tem pela frente. Por isso votarei nele na segunda volta das primárias”, afirmou Sarkozy.

Foi com surpresa e entusiasmo que se celebrou a liderança de Fillon numa votação na qual participaram cerca de quatro milhões de eleitores.

O antigo primeiro-ministro francês, de 62 anos, representa a ala mais conservadora da direita francesa e não passava, segundo as sondagens, à segunda volta.

No final Fillon conseguiu mais de 16 por cento de vantagem sobre aquele que será seu adversário, na segunda volta das primárias da direita gaulesa, Alain Juppé.

Uma reviravolta que acontece quando tudo apontava para uma corrida entre Juppé e Sarkozy. Mais uma vez as sondagens falharam.

Nas ruas de Paris há franceses que mostram a sua surpresa mas não só:

“Estou um pouco surpreendido porque se esperava que Juppé ganhasse, mas no final a dinâmica foi outra e Fillon beneficiou dela. Mas penso que se trata mais de uma votação de sanção contra uma terceira pessoa: Nicolas Sarkozy”, adianta.

A segunda volta das primárias da direita francesa acontece já no próximo domingo.