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Turquia emite mandado de captura contra líder curdo sírio


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Turquia emite mandado de captura contra líder curdo sírio

A Turquia emitiu um mandado de captura contra Saleh Muslim, o líder do Partido da União Democrática Curda (PYD), a organização curda síria que combate o autoproclamado “Estado Islâmico” com o apoio dos Estados Unidos, informou esta terça-feira a agência noticiosa turca Anadolu.

A justiça turca pede a detenção de um total de 48 pessoas, por suspeita de envolvimento no atentado de fevereiro em Ancara. Neste grupo estão, para além de Saleh Muslim, Cemil Bayik, Murat Karayilan e Fehman Hüseyin, três altos dirigentes do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), classificado como organização terrorista pela Turquia, União Europeia e Estados Unidos.

No dia 17 de fevereiro um automóvel armadilhado explodiu em Ancara à passagem de uma coluna militar, fazendo 28 mortos e mais de 60 feridos. O atentado foi reivindicado pelo grupo insurgente curdo Falcões pela Liberdade do Curdistão (TAK), uma fação dissidente do PKK, mas as autoridades turcas responsabilizaram o PKK e a milícia do PYD.

Terroristas para Ancara, aliados de Washington

Entretanto num discurso proferido esta terça-feira em Ancara, o presidente turco Recep Erdogan exigiu que as milícias curdas abandonem a cidade de Manbij.

“Eles disseram que sairiam. Fomos informados de que alguns deles partiram, mas queremos que os militantes do Partido da União Democrática Curda (PYD) e das Unidades de Proteção do Povo (YPG) abandonem por completo a região. Queremos que saiam de Manbij”, disse Erdogan, frisando que “Estas terras não pertencem aos terroristas, pertencem aos árabes.”

Os combatentes do Exército Livre da Síria, apoiado pela artilharia e Força Aérea da Turquia, controlam a entrada ocidental da cidade síria de al-Bab e preparam uma ofensiva contra Manbij.

A cidade de Manbij, a oeste do rio Eufrates, foi em agosto conquistada ao Daesh pelas Forças Democráticas da Síria, uma fação composta por cerca de 30 mil curdos e árabes que combatem sob liderança curda e com o apoio dos Estados Unidos.

Ancara definiu a margem oeste do rio Eufrates como limite territorial para a presença das milícias curdas naquela área, apostada em impedir a criação de um território autónomo curdo no norte da Síria, junto da fronteira turca.

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