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Colômbia: Novo acordo de paz não vai a referendo


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Colômbia: Novo acordo de paz não vai a referendo

O governo colombiano e as guerrilhas FARC assinam, esta quinta-feira, uma versão revista do acordo de paz para terminar com mais de meio século de conflito depois de o primeiro texto ter sido rejeitado em referendo. Desta vez, o documento será ratificado no parlamento e não existirá uma nova consulta popular, o que é criticado pela oposição.

Para o presidente Juan Manuel Santos, “depois de escutadas todas as propostas e alternativas – e de comum acordo com as FARC – é claro que a forma mais conveniente e legítima para aprovar o acordo é através do Congresso, onde estão representadas todas as visões e posições políticas do país”.

Apesar de reconhecer que foram introduzidas melhorias no texto, a oposição insiste que o novo acordo deve ser submetido a referendo e critica a possibilidade de membros das FARC se poderem candidatar ao parlamento e à presidência sem serem punidos por crimes cometidos no passado. Líder da oposição, o ex-presidente Álvaro Uribe considera que é importante que “o governo não ceda à impunidade e ao tráfico de droga”.

Governo e FARC assinaram, em setembro, um acordo para acabar com 52 anos de conflito armado. Juan Manuel Santos recebeu mesmo o prémio Nobel da Paz, mas o acordo acabou por ser rejeitado, em referendo, pelos colombianos.

Após novas negociações, foram introduzidas alterações ligeiras no texto e detalhadas algumas disposições.

O novo acordo será assinado em Bogotá, no Teatro Colombo.

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