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Europeus vivem mais anos, mas com mais doenças crónicas


A redação de Bruxelas

Europeus vivem mais anos, mas com mais doenças crónicas

Portugal é dos países europeus exemplares do aumento da esperança média de vida nos últimos 25 anos, com valores idênticos aos da média europeia.

De acordo com um estudo conjunto da União Europeia e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE):

- em 1990, os europeus viviam em média 74,1 anos, tendo aumentado, em 2014, para 80,9 anos

- atualmente, as mulheres europeias vivem em média 83,6 anos e os homens 78,1 anos

Estes valores são muito similares aos registados, em média, em Portugal: 81,3 para o total da população, 84,4 anos para as mulheres e 78 anos para os homens.

Na apresentação do documento, em Bruxelas, o secretário-geral da OCDE, Angel Gurría, disse que “o aumento da esperança média de vida deve ser celebrado, obviamente, mas permanecem assimetrias entre países e no interior dos países”.

“Cidadãos da Europa ocidental vivem em média mais cinco anos do que os cidadãos dos países do centro e do leste. No interior dos países, as pessoas com alto nível de estudos vivem mais sete anos do que as que têm pouca educação formal”, acrescentou Angel Gurría.

Contudo, viver mais não significa viver com saúde, porque o estudo alerta para aumento dos custos médicos e das mortes relacionadas com fatores de comportamento.

O tabaco, os excessos na alimentação e o álcool estão ligados ao aumento das doenças crónicas muito debilitantes ou fatais tais como diabetes, cancro, doenças cardiovasculares e respiratórias.

A morte prematura de 550 mil pessoas em idade laboral na União Europeia devido a este tipo de doenças, custa à economia comunitária 115 mil milhões de euros ou 0,8% do Produto Interno Bruto.

Embora o diagnóstico precoce e os melhores tratamentos tenham aumentado substancialmente a percentagem de pessoas que sobrevivem a estas doenças, muitos países ainda têm dificuldades em aumentar as taxas de sobrevivência ao cancro, por exemplo.

Para a OCDE, a carga da saúde nos gastos com benefícios sociais é elevada, no entanto os estados-membros da União Europeia destinam, apenas, cerca de 3%, em média, dos seus orçamentos de saúde à saúde pública e à prevenção.