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(Vídeo 360º) Ucrânia: Uma tábua de salvação para os medicamentos que salvam vidas

Na Ucrânia, por lei, o Estado está obrigado a fornecer os medicamentos necessários à sobrevivência de pacientes com certas doenças.

No entanto, por causa da corrupção, os concursos para a compra de medicamentos lançados pelo Ministério da Saúde eram muitas vezes ganhos por empresas privadas que inflacionavam os preços. Como resultado, a Ucrânia sofreu muito com a falta de medicamentos.

Em 2015, o governo confiou a organizações internacionais, como o PNUD (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) a responsabilidade de comprar e distribuir estes fármacos essenciais.

A agência das Nações Unidas tem hoje um armazém na capital, Kiev, repleto de medicamentos fundamentais para a sobrevivência de doentes com tuberculose, hepatite, hemofilia ou HIV.

O diretor local do PNUD, Janthomas Hiemstra, recorda a situação que encontrou na Ucrânia:

“Quando chegámos, o ministro disse-me que existiam leis que obrigavam à compra dos medicamentos a uma determinada empresa independentemente do custo. O envolvimento de organizações como o PNUD permitiu à Ucrânia escapar à velha forma de fazer as coisas e acredite que não era uma forma correta de fazer as coisas. As pessoas não estavam a ter acesso aos medicamentos. Alguns dos medicamentos que temos neste armazém estão disponíveis na Ucrânia pela primeira vez em dois ou três anos”.

Apesar de alguns desafios e dificuldades, a chegada das organizações internacionais já apresentou resultados bastante positivos. Só o PNUD afirma já ter poupado 4 milhões de dólares ao Estado desde o inicio do programa.

Antes, quando as compras estavam a cargo do Ministério da Saúde, apenas 45% dos pacientes conseguia receber os medicamentos fundamentais à sobrevivência. Hoje, mais de 90% tem acesso aos medicamentos que necessita.

Por exemplo, a falta de vacinas para a tuberculose provocou um aumento dos casos em crianças e muitas dificuldades para tratar os pacientes, como explica o chefe do hospital de tuberculosos de Kiev, Vasyl Shuripa:

“É extremamente difícil tratar os pacientes sem os medicamentos. A evolução do seu estado clínico é imprevisível e pode conduzir à morte”.

Durante anos, a organização “Pacientes da Ucrânia” fez campanha com outros grupos para exigir que os medicamentos estejam acessíveis a todos.

Agora, com as compras a processarem-se de forma mais transparente, a relação custo-benefício dos medicamentos melhorou substancialmente e está-se a poupar muito dinheiro, como explica a diretora da organização, Olga Stefanyshyna:

“As poupanças são enormes. Se compararmos os preços a que o Ministério da Saúde comprava os medicamentos com os conseguidos pelas organizações internacionais para os mesmos medicamentos, vemos que poupámos, no total, 34 milhões de dólares com esta reforma”.

As Organizações Não-Governamentais defendem que o projeto deve continuar e avançam com a ideia de criar uma agência independente para a compra de medicamentos na Ucrânia.

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