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Centro-direita insiste em escolher substituto de Schulz no Parlamento


A redação de Bruxelas

Centro-direita insiste em escolher substituto de Schulz no Parlamento

Há 22 anos no Parlamento Europeu, quatro dos quais como Presidente, Martin Schulz anunciou que deixa Bruxelas para se dedicar à política do seu país, a Alemanha.

Schulz também deixa saudades no homólogo da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker: “Tenho trabalhado com ele nos últimos dois anos de forma positiva e próxima. Isso contribuiu para que as relações entre o Parlamento Europeu e a Comissão Europeia sejam agora mais harmoniosas do que eram no passado.”

Os socialistas desejam nomear outro eurodeputado para o cargo, a fim de evitar que as três instituições fiquem nas mãos do centro-direita (tanto Juncker como o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, são do Partido Pouular Europeu), mas um acordo de 2014 prevê a rotação.

O analista político Charles de Marcilly disse à euronews que “o Parlamento Europeu considera que cabe ao centro-direita assumir essa função”.

“Também poderia ser um candidato dos liberais, nomeadamente Guy Verhofstadt. Mas o Partido Popular Europeu fará eleições internas a 12 de dezembro e já há vários candidatos: a irlandesa Mairead McGuiness e o francês Alain Lamassoure. Haverá um verdadeiro debate internos sobre diferentes visões: se será uma mulher ou um homem, se será uma pessoa claramente de direita ou alguém com uma visão mais abrangente?”, explicou.

Schulz deverá terminar funções a 16 de janeiro, quando decorre a votação no Parlamento Europeu para escolher o novo presidente para os próximos dois anos.

Quando anunciou, hoje, o abandono da política europeia, Schulz disse que se ia candidatar às legislativas de 2017 como cabeça de lista pelo estado alemão da Renânia do Norte- Vestfália.