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Dia de Ações de Graças: À grande e à americana


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Dia de Ações de Graças: À grande e à americana

O Dia de Ações de Graças celebra-se na terceira quinta-feira de novembro e, hoje em dia, estende-se por todo o fim de semana. Nos EUA há quem não trabalhe, durante estes dias, ainda que apenas quinta-feira seja o feriado oficial.

A Ação de Graças, que se celebra também no Canadá, pretende ser um dia de gratidão a Deus pelas coisas boas que aconteceram durante o ano.

Teve origem na região da Nova Inglaterra, onde se realizavam festivais em agradecimento pelas boas colheitas do ano. A primeira vez que foi celebrada foi em 1621, em Plymouth, Massachusetts, pelos colonos que fundaram a vila. Celebração na qual participaram também nativos norte-americanos. Terão sido eles a ensinar aos colonos como cultivar milho na região e como pescar.

Esta versão colorida da história tem sido posta em causa e é-o, especialmente este ano, devido aos protestos em Standing Rock.

As questões históricas, impossíveis de esquecer, como a perseguição aos índios, não permitem que este dia, que devia ser de união, de harmonia, seja, no seu todo, pacífico. Para lá da celebração familiar, ele é também conhecido como Dia de Luto Nacional para muitos representantes das comunidades indígenas.

Ser e parecer à americana

Fechados na sua “bolha de felicidade”, este é o dia em que os norte-americanos são encorajados a ser altruístas, a fazer oferendas, a organizações como o Exército de Salvação Nacional, a preparar o jantar para os sem-abrigo.

Já a festa, que outrora foi comunitária, transformou-se num evento familiar, mais reservado, num dia que está ligado ao cristianismo, com a imagem tradicional, da típica família norte-americana de mãos dadas a dar graças antes de comer.

O lado “gourmet” da Ação de Graças

A imagem de marca do Dia de Ação de Graças, em termos gastronómicos, e que chega aos europeus através do cinema e da televisão, é o peru assado no forno, brilhante suculento, trinchado pela figura paternal da família. A juntar ao peru há o puré de batata, a batata-doce com os famosos marshmallows, o molho de arando e o de carne, o milho doce e, para a sobremesa, a tarte de abóbora.

Da festa familiar aos grandes eventos

Desde a década de 20, do século passado, que este é o momento em que começa a temporada de férias de inverno.

Este é o momento alto do ano, mais importante do que o Natal, ao contrário do que se passa na maioria dos países europeus, entre eles Portugal, onde, aliás não se comemora a Ação de Graças.

É nesta altura que são organizadas paradas, por todo o país, algumas muito importantes e requisitadas, como a que acontece em Nova Iorque. Um desfile sem precedentes, gigantesco, em todos os sentidos, que percorre a 6ª Avenida, a Avenida das Américas e que termina na loja principal do Macy’s. Um evento com honras de transmissão televisiva e que tem um intuito comercial.

O lado comercial da Ação de Graças

Não é por acaso que a parada na Big Apple termina à porta de um dos maiores armazéns de Nova Iorque, em particular, e dos Estados Unidos, em geral.

Este é o fim de semana dos grandes saldos, ou melhor, a sexta-feira das compras a preços reduzidos, conhecida por “Black Friday”. O grande dia das compras nos EUA. Um evento importado, tal como o Halloween, por todo o mundo, Portugal incluído. Neste dia fazem-se os maiores saldos do ano, há lojas que começam mesmo na quinta-feira.

As imagens deste dia de caos, com as deste vídeo feito numa loja no Texas, em 2015, repetem-se por todo o país:

O Dia de Ação de Graças chega ao desporto

Nem a NFLLiga Nacional de Futebol Americano passa ao lado deste importante dia.

Como parte dos festejos, decorrem jogos na quinta-feira à noite e durante todo o fim-de-semana.

O outro lado da Ação de Graças

Como não há bela sem senão, e como em todos os inícios de um período de férias, o tráfego automóvel, pelo país, torna-se caótico. Mas com é um momento “Zen”, de paz e harmonia, espera-se compreensão por parte dos automobilistas.

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