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Jean-Claude Juncker: "A Turquia é parceiro essencial para a UE"


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Jean-Claude Juncker: "A Turquia é parceiro essencial para a UE"

O presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker falou em exclusivo à euronews sobre os eventuais perigos que atualmente podem colocar em risco o projeto europeu. A entrevista pode ser vista e ouvida na íntegra através do leitor no topo da página. A transcrição está aqui:


Isabelle Kumar, euronews
Qual poderia ser o golpe fatal para a União Europeia? O Brexit, populismos, crise das migrações, situação económica difícil – a União Europeia encontra-se numa das fases mais críticas desde a sua criação. As eleições na Áustria, na Itália, na França e na Alemanha surgem como momentos de risco que podem ameaçar a existência da União Europeia. Poucas pessoas estão melhor colocadas para responder a estas questões do que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker. Obrigado por estar connosco.

Jean-Claude Juncker
Bom dia.

euronews
No início do seu mandato, há dois anos, disse que esta seria “a comissão da última chance”. Como avalia hoje a situação da União Europeia?

Jean-Claude Juncker
Enfim, a União Europeia não está confrontada a uma questão de existência.

euronews
A sério?

Jean-Claude Juncker
Disse que as eleições em França e na Alemanha poderiam ameaçar a sobrevivência da União Europeia, mas isso não é verdade. As eleições em França e na Alemanha não colocam os eleitores desses países diante da questão da existência da União Europeia.
Mas tem razão, eu disse que a comissão a que tenho a honra de presidir seria a de uma última chance. O que queria dizer é que a União Europeia entra numa fase de última oportunidade, pois o fosso entre os cidadãos europeus e a ação pública e política da União Europeia aprofunda-se a cada dia que passa e eu quis remediar isso.



Biografia: Jean-Claude Juncker

  • Em 1974 aderiu ao Partido Popular Social Cristão do Luxemburgo
  • Primeiro-ministro do Luxemburgo, de 20 de janeiro de 1995 até dezembro de 2013.
  • Presidente da Comissão Europeia desde 2014
  • É um dos políticos mundias em exercício por um período mas longo e chefiou um governo dos governos de maior longevidade na União Europeia.

euronews
Exactamente. As instituições são frequentemente criticadas por se terem afastado do povo. Pedimos aos internautas que nos enviassem perguntas e tenho aqui a questão enviada Moussa Boureima: “Qual é a maior fraqueza da União Europeia?”

Jean-Claude Juncker
Falemos de um tabú: não sabemos muita coisa uns dos outros. Que sabem os lapões do Norte da Sicília? Que sabem os italianos do Sul dos habitantes do interior da Polónia? Nada. Deveríamos começar a interessar-nos uns pelos outros.

euronews
Neste momento crítico para a União Europeia, vai provavelmente perder um dos seus aliados mais próximos, um aliado poderoso – estou a falar do presidente do Parlamento Europeu, Martin Schulz. Um golpe duro para si, num momento difícil.

Jean-Claude Juncker
Não atribuiria à saída de Martin Schulz um peso qualitativo assim tão elevado. É verdade que trabalhei bem com Martin Schulz, que foi aliás um concorrente na corrida à presidência da comissão. Éramos cabeças de lista, ele pelos socialistas, eu pelos sociais-democratas, mas soubemos tecer laços de trabalho intensos, também de cumplicidade. Nunca antes, na história da União Europeia, as relações entre a Comissão Europeia e o Parlamento Europeu foram tão intensas e calorosas como durante a sua presidência do Parlamento.

euronews
A saída de Schulz não vai enfraquecê-lo a si?

Jean-Claude Juncker
Não iria tão longe, mas sim, vou sentir falta desta cumplicidade.

euronews
A União Europeia parece-se cada vez mais com um castelo de cartas. Dentro de alguns dias, os austríacos vão votar numa eleição presidencial que poderá colocar no poder um líder de extrema-direita. Seria algo inédito, depois da Segunda Guerra Mundial. Um político que está disposto a convocar um referendo sobre a permanência na União Europeia. As coisas começam a tornar-se preocupantes, não?

Jean-Claude Juncker
Não podemos negar aos povos da Europa o direito de exprimirem a sua vontade por via do sufrágio universal. Quanto ao referendo sobre a permanência na União Europeia, não me parece inteligente organizar tais debates. Não porque duvido do resultado final, mas porque com isso adicionamos mais controvérsias às controvérsias já numerosas no seio da União Europeia. Para mais, não acredito que o próximo presidente da Áustria, seja ele quem for, queira lançar-se em tal aventura.

euronews
É ele quem o diz, ele tem falado nisso.

Jean-Claude Juncker
É verdade, mas eu aprendi a diferenciar propósitos de campanha eleitoral e gestos políticos concretos. Ao mesmo tempo é inacreditável que nos habituemos a dizer que os propósitos de campanha e as medidas pós-eleitorais não têm de coincidir. É uma negação da democracia, não podemos dizer o que nos apetece durante as campanhas eleitorais

euronews
Parece-lhe que a Áustria poderia vir a enfrentar sanções?

Jean-Claude Juncker
Num momento de fraqueza decretámos sanções contra a Áustria, quando a extrema-direita recuperou funções governamentais no país. Foi um erro, pois não se pode impôr sanções a um povo porque fez uma escolha errada. Há que discutir com as pessoas, dialogar, enfrentar a realidade política, caso venha a ser essa. Porém, como o presidente austríaco tem um função protocolar antes de…

euronews
Por enquanto!

Jean-Claude Juncker
…antes de ter uma função com influência política, não me preocupo demasiado, apesar de preferir que o candidato da extrema-direita não ganhe.

euronews
A Itália vai às urnas no mesmo dia, para um referendo. Se fracassar, pode custar o lugar ao primeiro-ministro Matteo Renzi e, eventualmente, aproximar os eurocéticos do poder. Eurocéticos que poderiam colocar em risco o Euro. É mais uma clivagem que se abre.

Jean-Claude Juncker
Mantenho relações calmas com o primeiro-ministro italiano.

euronews
Tensas?

Jean-Claude Juncker
Não. Enfim, …sim. Aparentemente tensas, mas estamos de acordo sobre o essencial quando falamos em privado. A Comissão fez muito pela Itália, como a Itália fez muito pela União Europeia. O modo como a Itália gere a crise migratória que a aflige é exemplar. A Itália tem razão de se queixar do facto de outros países europeus – outros países europeus, não todos…

euronews
Está a pensar mostrar…

Jean-Claude Juncker
…não serem suficientemente solidários para com a Itália. A Itália fez enormes esforços no campo da política migratória e da gestão das suas consequências. Eu fiz numerosos apelos à solidariedade dos restantes países europeus para com a Itália e a Grécia, durante a campanha eleitoral para as eleições europeias, no Parlamento Europeu e no meu discurso de tomada de posse.

euronews
Porém, a Itália também vos pede solidariedade e mais flexibilidade ao nível orçamental. Contudo parece mostrar maior brandura face a Portugal e à Espanha. A Itália pode esperar de si a mesma flexibilidade?

Jean-Claude Juncker
A Itália pôde gastar um pouco mais em 2015 e 2016, sem que tal tenha sido tomado em conta – 19 mil milhões de euros mais, a título do pacto de estabilidade. Se a comissão não tivesse introduzido no arsenal de interpretação do pacto de estabilidade elementos de flexibilidade, a Itália teria sido chamada a gastar menos 19 mil milhões de euros do que pode gastar atualmente. Não tenho por isso a impressão de estarmos a ser demasiado severos com a Itália. Constato que noutros países – Alemanha, Áustria e Holanda, sou criticado por demasiada brandura para com a Itália. Seria bom que os Estados membros se pusessem de acordo nessa análise.

euronews
Passemos a outras questões que evoquei na introdução desta entrevista. Temos as presidenciais francesas em abril. Tenho uma questão colocada por outro internauta, Robert Biddle: “Se for eleita Marine Le Pen, isso seria o último prego no caixão do projeto europeu?”

Jean-Claude Juncker
Essa é uma hipótese que para mim está fora de questão.

euronews
Qual é a hipótese que está fora de questão?

Jean-Claude Juncker
A hipótese de que Marine Le Pen venha a ser a próxima presidente da República francesa. Não será ela.

euronews
Depois da experiência do Brexit, parece-lhe realista afirmar isso com tanta certeza?

Jean-Claude Juncker
Não confundamos as pessoas nem os países. O Brexit teve outras causa profundas que não seriam as de uma improvável vitória de Marine Le Pen em França. Não deve ser feita uma amálgama que considero perigosa.

euronews
Parece-lhe que, caso ela fosse eleita – eventualidade que deve ser na minha opinião tida em conta face às sondagens atuais…

Jean-Claude Juncker
Continue a fiar-se nas sondagens…

euronews
A União Europeia poderia sobreviver se ela fosse eleita presidente? A questão é simples.

Jean-Claude Juncker
É uma questão que não se põe.

euronews
Em setembro, teremos também eleições na Alemanha. Temos na corrida a chanceler Angela Merkel e talvez o seu aliado Martin Schulz. Quem escolheria?

Jean-Claude Juncker
De cada vez que me pronuncio sobre um debate eleitoral ou um referendo, mandam-me ocupar-me do que me diz respeito. De cada vez que há eleições num país perguntam-me quem escolheria. Sou um democrata-cristão e isto não é argumento contra Martin Schulz, que aprecio de uma forma que por vezes embaraça outros democratas-cristãos.

euronews
O Brexit foi um referendo que alterou os dados, que talvez tenha conduzido a União Europeia a um ponto sem regresso. Tenho mais uma questão de outro internauta…

Jean-Claude Juncker
Da Grã-Bretanha?

euronews
Não sei. A avaliar pelo nome, alemão: Nikolas Neumann.

euronews
Sim, um alemão.

euronews
Nikolas Neumann pergunta se a Grã-Bretanha servirá de exemplo para dissuadir outros pretendentes à saída?

Jean-Claude Juncker
Creio que a questão não se coloca exatamente nesses termos. Quanto a mim, não estou num espírito de vingança face à Grã-Bretanha. O sufrágio universal britânico exprimiu uma vontade e dita uma ação. Não desejaria que outros façam o mesmo, mas não podemos encarar a Grã-Bretanha num espírito de vingança. Há que primeiro tratar dos problemas que se colocam aos cidadãos britânicos, em seguida aos da União Europeia. Trabalharemos no sentido de garantir que as relações entre a Grã-Bretanha e o continente permaneçam harmoniosas, sabendo porém que os britânicos não podem contar com as mesmas vantagens a que têm direito os Estados membros da União Europeia.

euronews
Que parte é para si negociável e de que é que não abdica?

Jean-Claude Juncker
Em primeiro lugar, você não é a primeira-ministra do Reino Unido, por isso não lhe vou revelar o que já disse à primeira-ministra britânica. Existe um limite, uma “linha vermelha”, como dizem os britânicos. Se o Reino Unido, com a sua indústria de exportação e os seus serviços financeiros, quiser beneficiar plenamente das vantagens do mercado único, os nossos amigos britânicos devem respeitar os princípios fundamentais do mercado interno. É impensável que possa haver acesso aos benefícios do mercado único. Se, por exemplo, o princípio da livre circulação de trabalhadores não for respeitado – não vai funcionar.

euronews
No meio de todas estas crises temos a eleição de Donald Trump. Falou dele – e parece não saber muito bem o que pensar e se gosta dele?…

Jean-Claude Juncker
Tenho dificuldade em compreender os meus próprios processos psicológicos. Então, como é que posso tentar entender os dos outros? Veremos o que acontece. As relações entre os Estados Unidos e a Europa vão sobreviver.

euronews
E Donald Trump? Como é que o avalia?

Jean-Claude Juncker
Não o conheço. Poucos europeus o conhecem, para além de Farage. Vou ver o que penso quando tiver a oportunidade de discutir os grandes desafios da nossa era com ele.

euronews
As relações com a Rússia podem ser consideradas como um desses desafios. O presidente Barack Obama e alguns líderes europeus disseram que querem manter as sanções contra Moscovo. Isto será algo a curto prazo, já que Donald Trump vai chegar ao poder dentro de poucos meses?

Jean-Claude Juncker
Nós não somos dependentes da política externa dos Estados Unidos. Os Estados Unidos vão fazer o que quiserem e os europeus vão ter os seus interesses para gerir, dentro do seu próprio âmbito.

euronews
Apoia a manutenção das sanções?

Jean-Claude Juncker
Até agora, não vi nenhum argumento para que as sanções contra a Rússia fossem imediatamente levantadas. Gostaria de chegar a um acordo com a Rússia que ultrapasse o quadro comum, tendo em conta que sem a Rússia não existe uma arquitetura de segurança, na Europa. A UE ocupa 5,5 milhões de quilómetros quadrados, a Rússia ocupa 17,5 milhões.
A Rússia deve ser tratada como uma grande entidade, como uma nação orgulhosa. Temos muito a aprender sobre os aspetos profundos da Rússia, ainda somos muito ignorantes sobre isso, neste momento. Gostaria de ter discussões de base com a Rússia. A Rússia não é, como o presidente Obama disse: “um poder regional” – foi um grande erro de avaliação.

euronews
Vou falar sobre a Turquia, porque a Turquia é realmente importante em relação à crise dos imigrantes. O presidente Erdogan faz ameaças. É possível para si continuar a negociar com ele, será que ele ainda pode ser seu parceiro?

Jean-Claude Juncker
A Turquia não é apenas um parceiro importante quando se trata da crise migratória. Aí, é evidente: a Turquia, acolhe, no seu território, mais de três milhões de migrantes e de refugiados – coisa que a Europa não faz. Por isso, gostaria que a Europa se abstivesse de dar lições à Turquia sobre o assunto. A Turquia, tal como a Jordânia e o Líbano, faz muito mais do que a Europa. Por isso, há que ser modesto quando se fala destes assuntos. A Turquia também é um parceiro essencial para a União Europeia e para os Estados-Membros devido à sua localização. Nos últimos dez anos, a Turquia fez muitos progressos no que diz respeito à democracia, mas nos últimos dois anos, especialmente nos últimos meses desde o golpe de Julho, a Turquia está cada vez mais afastada da Europa.

euronews
E vice-versa?

Jean-Claude Juncker
Não, não. Não temos sentimentos “anti Turquia”. A questão que se coloca é uma questão que se coloca à Turquia. A Turquia quer, ou não, preencher todas as condições para vir a ser membro da União Europeia? Creio que a Turquia nunca questionou – e porque nunca se questionou, nunca formulou a resposta.”

euronews
Pode continuar a negociar com um presidente que é cada vez mais autoritário?

Jean-Claude Juncker
Eu tenho de negociar com muita gente. Incluindo com pessoas cuja companhia não me é muito agradável. Nós, a União Europeia, temos relações com regimes, que são regimes detestáveis. E ninguém se questiona. Falamos, com razão, da Turquia, mas não falamos, nunca, da Arábia Saudita. Temos relações com todas as ditaduras porque devemos organizar o mundo – coorganizar o mundo. Com a Turquia e o seu presidente tenho encontros regulares, que de vez em quando são viris… Conheço-o há… 17 ou 18 anos. Eu conheço-o – e ele conhece-me.

euronews
Existem conflitos dentro da sua própria Comissão. Estou a falar do Comissário Gunther Oettinger, que está envolvido num escândalo sobre um conflito de interesses e é acusado de fazer comentários racistas, xenófobos e sexistas. No entanto, continua a apoiá-lo e até o promoveu. Isso causou indignação, não?

Jean-Claude Juncker
Sim. Mas nem todas as indignações são justificadas. Eu não o promovi, eu substituí…

euronews
Um posto de trabalho no orçamento…

Jean-Claude Juncker
Substituí o Comissário do Orçamento, que está agora a deixar a Comissão para assumir um cargo no Banco Mundial, por alguém que é membro da comissão há sete anos, alguém familiarizado com o funcionamento do sistema orçamental. E, pessoas com o conhecimento detalhado do Sr. Oettinger são raras. Ele fez um discurso em Hamburgo, com palavras e termos pouco apropriados. A meu pedido, apresentou um pedido de desculpas a todos aqueles que se sentiram de alguma forma ofendidos com as suas palavras. E eu não vejo nenhum conflito de interesses. Foi desajeitado, mas não foi um erro.

euronews
As regras para os comissários dizem que presentes de valor superior a 150 euros devem ser declarados assim com as as viagens com lobistas…

Jean-Claude Juncker
É verdade que os presentes a partir de um certo valor devem ser declarados – e são. E todos os contactos com lobistas devem ser tornados públicos – e é isso que é os comissários fazem. O facto do senhor deputado Oettinger, a pedido do Governo húngaro, ter utilizado um avião que foi disponibilizado por alguém que, de facto, é um lobista, de certa forma…

euronews
Então continua a defendê-lo…

Jean-Claude Juncker
Não, continuo a dizer que a imprensa deve ser menos maliciosa.
O Sr. Oettinger respondeu a uma pergunta parlamentar, a 19 de Maio de 2016, sobre esta viagem que causou tanto interesse. Porque é que a imprensa internacional está preocupada com isto, meses depois? Quando não se preocupou na altura.

euronews
Porque demorou alguns meses a responder…

Jean-Claude Juncker
Isto é algo grotesco, minha senhora. Por favor, não se faça de jornalista inocente comigo. Estava tudo acessível em maio e agora voltamos a este assunto…

euronews
Creio que a questão voltou a surgir, porque estamos a discutir os comentários racistas e xenófobos que foram feitos – é por isso que estamos a examinar as gafes do senhor deputado Oettinger.

Jean-Claude Juncker
Está a ver, estamos a misturar tudo. Alterámos o código de conduta da Comissão, do qual quase ninguém fala. Fiz essa proposta e certifiquei-me que o período de incompatibilidade para os comissários fosse prolongado para dois anos. Como consequência do caso Barroso, propus um período de incompatibilidade de três anos para o Presidente da Comissão Europeia.

euronews
Três anos será tempo suficiente?

Jean-Claude Juncker
Três anos são 36 meses.

euronews
Finalmente, está há dois anos no seu mandato, ainda tem três anos pela frente – o que vai fazer de forma diferente?

Jean-Claude Juncker
Já estamos a fazer muitas coisas de forma diferente. A Comissão apresentou dez prioridades, estamos a concentrar-nos nos grandes desafios do nosso tempo, já não nos incomodamos com os problemas menores que podem ser melhor resolvidos a nível dos Estados-Membros ou a nível regional, não queremos interferir na vida quotidiana dos cidadãos europeus, de uma forma que poderia ser quase obscena. Estamos concentrados nos grandes desafios, numa Europa digital, na união energética, na união dos mercados de capitais, na defesa europeia, no que diz respeito às competências da Comissão Europeia. Estamos a poupar nos pormenores e estamos ultra-presentes nos grandes desafios.

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