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Alunos portugueses com aproveitamento mais alto


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Alunos portugueses com aproveitamento mais alto

Os alunos portugueses do nono ano de escolaridade melhoraram o aproveitamento nos últimos três anos, sobretudo em ciências – É uma das conclusões do relatório PISA deste ano.

Este relatório é feito de três em três anos em todos os países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) e centra-se no aproveitamento dos alunos de 15 anos em três áreas: leitura, ciências e matemática. O objetivo do estudo é avaliar o sistema educativo de cada país.

Leia aqui o relatório completo: Primeiro volume / Segundo volume

Confira a tabela completa (clique no cabeçalho de cada área para ordenar):

Principais conclusões

Ciências

  • Singapura bate todos os outros países em ciências.
  • Cerca de 6% dos alunos de 15 anos dos países da OCDE não têm ciências como disciplina obrigatória.
  • Um quarto dos estudantes pensa seguir uma carreira relacionada com as ciências.
  • O desempenho médio melhorou em Portugal entre 2006 e 2015. Outros países ou territórios a melhorar foram Colômbia, Israel, Macau (China), Qatar e Roménia.
  • O bom desempenho dos alunos está relacionado com o tempo dedicado ao estudo e aos métodos de aprendizagem, não necessariamente à percentagem de professores qualificados.

Matemática

  • Os países asiáticos batem todos os outros.
  • A Albâ, a Colômbia, o Montenegro, o Peru, o Qatar e a Rússia assistiram a uma melhoria no aproveitamento dos alunos entre 2012 e 2015, continuando a tendência positiva desde que estes países entraram para a contagem do PISA.

Leitura

  • Houve poucos países a ter uma melhoria significativa neste campo desde 2000.
  • Cerca de 20% dos estudantes da OCDE não atingem o nível básico de aproveitamento (nível 2) neste campo.

Distribuição por sexos

  • Os rapazes tendem a ter um melhor desempenho que as raparigas em matemática, com exeção para nove países.
  • Em média, os rapazes ficam quatro pontos à frente das raparigas, em ciências.
  • Os rapazes participam mais em atividades relacionadas com ciências e têm mais confiança nas capacidades neste campo.
  • Os estudos PISA têm sempre concluído que as raparigas têm mais capacidades que os rapazes na leitura, mas entre 2009 e 2015 a diferença estreitou-se muito (dos 39 para os 27 pontos).

Equidade

  • Canadá, Dinamarca, Estónia, Hong Kong e Macau (China)estão melhores neste campo, tal como em termos de oportunidades de educação.
  • Em média, em todos os países da OCDE, o estatuto socioeconómico explica 13% das variações no desempenho dos estudantes em ciências, matemática e leitura.
  • Em média, no total dos países da OCDE, as crianças imigrantes têm um desempenho mais baixo que as crianças não-imigrantes com estatuto socioeconómico e domínio da língua de ensino semelhantes.

Veja aqui os perfis de alguns países.

Taxas de absentismo

Montenegro tem a taxa mais alta, com 59.6% dos estudantes a admitir que faltaram às aulas pelo menos um dia nas dias semanas que antecederam o estudo. A Turquia, que tinha tido a taxa mais alta em 2012, conheceu um recuo significativo e desceu para a sexta posição. A média da OCDE esteve a subir 5%. Portugal está ligeiramente acima da média, com 20%.