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Quase 500 jovens mostraram trabalho no EuroSkills

A cidade de Gotemburgo acolheu a 5a. edição do Campeonato Europeu das Profissões ou EuroSkills. Quase 500 jovens vieram mostrar trabalho.

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Quase 500 jovens mostraram trabalho no EuroSkills

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A cidade de Gotemburgo, na Suécia, acolheu a quinta edição do Campeonato Europeu das Profissões ou EuroSkills. Quase 500 jovens vieram mostrar trabalho em provas que são autênticas competições desportivas.

Vieram de toda a Europa para mostrar do que realmente são capazes. Têm menos de 25 anos e já dão cartas na fileira profissional que escolheram. Na verdade, este é o Campeonato Europeu das Profissões ou Euroskills, evento que Lisboa acolheu em 2010, e que este ano teve lugar em Gotemburgo.

“Temos 492 participantes integrados em 42 provas diferentes. A competição consiste em ultrapassar um desafio no âmbito da sua área profissional”, dizia-nos Hubert Romer, presidente da WorldSkills Europe.

A Rússia foi o país que trouxe mais concorrentes. Estes torneios internacionais de promoção do ensino profissional, organizados pela WorldSkills, começaram em Espanha, na década de 50. Portugal foi dos primeiros países a aderir.

Segundo Robert Urazov, diretor da WorldSkills Russia, “o campeonato europeu é um passo essencial na preparação do campeonato mundial, que em 2017 vai decorrer em Abu Dhabi, e em 2019 terá lugar na cidade russa de Kazan. Estamos aqui para recolher competências, tentar aprender o máximo que pudermos e preparar a organização do evento no nosso país”.

Aqui não há tempo a perder. As provas têm o rigor e o formato de uma competição desportiva: a velocidade é o elemento-chave. Durante o torneio, é raro que um destes jovens tenha sequer tempo para falar com os jornalistas. A exceção, Mihail Uhankin, pedreiro: “Às vezes, é muito stressante. O júri está constantemente a observar-nos. É uma pressão enorme. Eu tento ignorar tudo o que se passa à volta, concentrar-me e trabalhar tranquilamente”.

A competição em cada atividade profissional – seja na construção, na moda ou nos serviços, por exemplo -, tem um júri próprio, particularmente atento aos detalhes. O domínio da língua inglesa é indispensável para realizar as tarefas pedidas.

Para Alina Trebnikova, esteticista, “o EuroSkills representa uma oportunidade para aprender coisas novas, para trocar experiências com outros participantes. O nível é muito avançado. Pode-se aprender algo com cada um deles”.

Julian Baton, francês, ganhou a medalha de bronze na categoria de pedreiro, abrindo-lhe muitas das portas do trabalho com que sempre sonhou. “Comecei a talhar a pedra que havia na quinta dos meus pais quando tinha oito anos. Depois tornou-se numa paixão”, conta-nos.

Simon Bartley, presidente da WorldSkills International, salienta que “os vencedores podem ganhar um avanço de três anos em relação aos outros”.

A Áustria foi o país mais premiado. A Rússia também se destacou, conquistando 5 medalhas, entre as quais duas de ouro.