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França: Três anos de prisão para Jerome Cahuzac, antigo ministro de François Hollande

Justiça francesa considerou o antigo responsável do Orçamento gaulês culpado de evasão fiscal e branqueamento de capitais, num caso revelado em 2012 envolvendo também a ex-mulher do suspeito e um banc

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França: Três anos de prisão para Jerome Cahuzac, antigo ministro de François Hollande

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Jerome Cahuzac, um antigo ministro do Orçamento no executivo de François Hollande, foi condenado esta quinta-feira a três anos de prisão, por ter ocultado uma empresa “offshore” aberta em nome próprio para lavagem de dinheiro e evasão fiscal.

Cirurgião plástico de profissão e especializado em transplantes capilares, Cahuzac foi nomeado ministro quando Hollande foi eleito para o Eliseu em 2012. Após o escândalo revelado pelo jornal digital francês Mediapart (também envolvido agora no caso “Football Leaks”), Cahuzac desmentiu por várias vezes a posse de contas escondidas em paraísos fiscais.

O caso chocou a França e o próprio Presidente Hollande. Em 2013, Cahuzac demitiu-se das funções de ministro do Orçamento e foi expulso do Partido Socialistas após admitir o que até ali havia negado: a posse há 20 anos uma conta bancária não declarada, primeiro na Suíça e depois em Singapura.

Foi o primeiro grande golpe na popularidade de François Hollande, o qual se havia proposto a combater a corrupção quando entrou no Eliseu e agora acaba de anunciar que irá ser o primeiro chefe de Estado francês a não se recandidatar a um segundo mandato em nome da união da esquerda.

Cahuzac, hoje com 64 anos, e a ex-mulher, Patricia Menard, já pagaram às autoridades francesas 2,3 milhões de euros em impostos atrasados. O ex-ministro vai ter de cumprir os três anos atrás das grades e é considerado inelegível para cargos políticos durante cinco anos. A ex-mulher, Patricia Cahuzac, foi sentenciada a dois anos de prisão.

O Reyl Bank of Geneva foi também multado em 1,9 milhões de euros por envolvimento no esquema de fraude fiscal do ex-ministro francês e o respetivo presidente, o suíço François Reyl, foi sentenciado a um ano de prisão com pena suspensa e 375 mil euros de multa, tal como o intermediário do esquema, Philippe Houman.