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Iraque: Líder do Parlamento aponta dedo ao Governo pelo sangrento raide sobre Al Qaim

Apenas a coligação internacional liderada pelos EUA e Força Aérea iraquiana têm atacado alvos do "Daesh", mas ambos recusam responsabilidades na morte de mais de 60 civis nesta cidade junto à Síria.

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Iraque: Líder do Parlamento aponta dedo ao Governo pelo sangrento raide sobre Al Qaim

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O Presidente do Parlamento do Iraque exigiu uma investigação do governo aos raides aéreos que terão matado quarta-feira mais de 60 civis, incluindo pelo menos 12 mulheres e 19 crianças, numa cidade controlada pelo grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico (ISIL/ “Daesh”).

Testemunhas alegam que aviões de guerra lançaram pelo menos três ataques contra diferentes locais de um mercado da cidade de Al Qaim, na província de maioria sunita de Al Anbar, junto à fronteira com a Síria. A agência Amaq, conotada com o grupo “jihadista”, divulgou imagens do que alegou ser o resultado da destruição e massacre causados pelos raides.

Este tipo de ataques contra localizações controladas pelos terroristas têm sido conduzidos ora pela coligação internacional liderada pelos Estados Unidos ora pela Força Aérea iraquiana.

O “speaker” do Parlamento iraquiano responsabiliza o governo do Iraque pelo sucedido. Salim al-Jabouri exige ao governo liderado pelo xiita Haider al-Abadi uma investigação e a punição dos responsáveis.

Pelo lado dos principais suspeitos pelo raide aéreo de quarta-feira, o porta voz da coligação internacional, o coronel norte-americano John Dorrian, garantiu que a coligação não efetuou ataques na região de al Qaim.

A Força aérea iraquiana admitiu ter realizado duas missões na tarde de quarta-feira, mas apenas contra edifícios onde estaria meia centena de terroristas e bombistas suicidas, todos estrangeiros face ao Iraque. Estes ataques teriam sido conduzidos com base em informações recolhidas e verificadas pelos agentes no terreno.

A operação de quarta-feira acontece quando as forças iraquianas, apoiadas pela coligação internacional, cumprem a sétima semana da ofensiva de reconquista de Mossul, o principal bastião do “Daesh” no Iraque, localizada cerca de 280 quilómetros a nordeste de Al Qaim.