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O boom das Tecnologias Facilitadoras Essenciais

As Tecnologias Facilitadoras Essenciais são um motor de inovação na Europa. Como é que os empreendedores podem tirar partido destas soluções?

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O boom das Tecnologias Facilitadoras Essenciais

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As Tecnologias Facilitadoras Essenciais, como as nanotecnologias ou os chamados materiais avançados, são um dos motores de inovação e competitividade na Europa. Como é que os empreendedores podem tirar partido destas soluções e transformá-las em verdadeiras oportunidades de negócio?

Tecnologias Facilitadoras Essenciais

  • As denominadas KETs constituem um grupo de tecnologias (nanoeletrónica, nanotecnologia, biotecnologia industrial, materiais avançados, fotónica e processos de fabrico avançados) que se tornaram centrais no desenvolvimento de produtos e serviços inovadores, com um impacto abrangente em termos de crescimento.
  • As KETs são cada vez mais importantes para a economia da União Europeia: os produtos dependentes destas tecnologias representam 19% do total de produção do bloco europeu e 3,3 milhões de postos de trabalho. A Eslováquia está no Top 10 de países onde esta realidade mais se está a implantar e, juntamente com a Alemanha e a Irlanda, lidera o ranking da especialização em KETs.
  • A combinação entre as KETs e as Tecnologias de Informação e Comunicação comporta um potencial gigantesco de transformação.

Ligações úteis

O Business Planet foi até Bratislava, a cidade que acolheu a Assembleia de PME de 2016 e onde se falou das chamadas Tecnologias Facilitadoras Essenciais, um dos grandes motores de competitividade na Europa. Ivan Kühn trabalha para a Disig, uma empresa eslovaca de cibersegurança para a qual este tipo de tecnologias é particularmente importante. “A cibersegurança é um tema premente. No nosso caso, pretendemos reforçar a segurança dos nossos produtos”, diz-nos.

Mas em que consistem exatamente estas tecnologias. Rumamos a Košice, a segunda cidade da Eslováquia.

“Produzimos 100 mil sensores em menos de 10 minutos”

Não, não são fios de cabelo. São fios sim, têm apenas 0,03 milímetros de diâmetro, mas são magnéticos e comportam uma tecnologia única no mundo. Trata-se de sensores microscópicos, que resistem a temperaturas extremas, e que podem ser utilizados em praticamente todos os setores: da construção aos transportes, passando pela medicina e a informática.

“As tecnologias atuais não conseguem medir a temperatura e a pressão interna no interior do crânio humano. Nós conseguimos fazê-lo: colocamos os micro-fios num implante e sondamos através de um fonendoscópio”, afirma Rastislav Varga, fundador da RV Magnetics.

Rastislav demorou 20 anos a desenvolver esta solução. O maior desafio foi encontrar investidores que apostassem na PME que criou para o fazer. A dinâmica de valor agregado que o produto oferece tornou-se num argumento difícil de contrariar. “Com um grama de ferro, que custa menos de 16 cêntimos, podemos produzir 100 mil sensores em menos de 10 minutos”, salienta.

A Disig lançou um projeto conjunto de investigação com a RV Magnetics para desenvolver códigos invioláveis e irrepetíveis para proteger os novos produtos que cria.

E houve muitos outros exemplos idênticos na assembleia de Bratislava que ilustram a adesão crescente a este tipo de soluções. A Comissão Europeia instalou, um pouco por toda a Europa, dezenas de centros de ajuda para apoiar os empresários interessados em aceder às Tecnologias Facilitadoras Essenciais.