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Preço do patróleo a subir na perspetiva de um corte da produção mundial

Depois de ter acordado reduzir 1,2 milhões de barris por dia, a OPEP reúne este fim de semana com alguns dos outros maiores produtores mundiais para concertar uma redução global ainda mais acentuada.

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Preço do patróleo a subir na perspetiva de um corte da produção mundial

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O preço do petróleo abriu em alta na derradeira sessão bolsista desta semana, com o barril de Brent a valorizar 0,3 por cento face a quinta-feira e a cotar-se nos 54,06 dólares, em Londres. Na véspera, o Brent tinha encerrado a sessão nos 53,89 dólares, já de si uma subida de 1,67 por cento face à sessão de quarta-feira.

(O petróleo subiu pelo segundo dia consecutivo antes de uma decisiva reunião para debater um corte entre a OPEP e outros grandes produtores.)

 

Membros da OPEP

  • Médio Oriente: Arábia Saudita, Emiratos Árabes, Irão, Iraque, Kuweit e Qatar;
  • África: ANGOLA, Argélia, Líbia e Nigéria;
  • América do Sul: Equador e Venezuela.
Esta progressão é justificada pela perspetiva de um acordo a ser alcançado este fim de semana entre a OPEP (a Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e os produtores não-membros deste bloco petrolífero.

Este sábado, começa em Viena, na Áustria, uma reunião entre os 13 membros da OPEP e alguns dos 14 produtores não-membros do organismo.

Entre os convidados da OPEP, com presença confirmada, estão o atual maior produtor de petróleo do mundo, a Rússia (nos primeiros três meses deste ano atingiu a média de 10,5 milhões de barris por dia), o Azerbaijão, o Cazaquistão, Omã e o México.

Os membros da OPEP acordaram há uma semana, numa outra reunião em Viena, baixar a produção petrolífera em cerca de 1,2 milhões de barris por dia, o equivalente a um por cento da produção mundial, já a partir do início do ano. É desejado pelo bloco que os produtores não membros do grupo aceitem baixar a produção em pelo menos 600 mil barris.

A Rússia, um dos países mais afetados pela baixa do preço do petróleo imposto sobretudo pelos Estados Unidos, já admitiu baixar a respetiva produção em cerca de 300 mil barris por dia. Falta perceber qual será a reação norte-americana, sendo que Donald Trump, o sucessor de Barack Obama, toma posse a 20 de janeiro e já se assumiu um defensor do mercado petrolífero com maior proximidade a Moscovo.