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Petróleo dispara depois de acordo entre a OPEP e países não-membros do cartel


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Petróleo dispara depois de acordo entre a OPEP e países não-membros do cartel

Os preços do petróleo dispararam, esta segunda-feira, para máximos de mais de um ano e meio depois de a OPEP e países que não pertencem ao cartel terem chegado a acordo para reduzir a produção.

Em Londres e Nova Iorque, o barril de petróleo chegou a valorizar mais de 5%, com o Brent, que serve de referencia para as importações portuguesas, a negociar acima dos 57 dólares.

Os preços dispararam depois de, no fim de semana, a Rússia e outros grandes produtores terem chegado a acordo com a OPEP para um corte na produção de 558 mil barris diários, no próximo ano. Trata-se do primeiro acordo do género nos últimos 15 anos.

No final de novembro, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) tinha anunciado um corte na produção de mais de 1,2 milhões de barril diários, a partir de janeiro.

Com o novo acordo, a produção será reduzida, no próximo ano, em mais de 1,8 milhões de barris e a Arábia Saudita, principal exportador mundial, pondera cortar ainda mais a sua produção.

Os cortes na produção e consequente subida dos preços é uma boa notícia para os produtores norte-americanos de petróleo e gás de xisto, que assim vão ver a extração por fraturação hidráulica (‘fracking) tornar-se mais rentável.