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"Plastic Change": Até 2050 existirá mais plástico do que peixe no mar


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"Plastic Change": Até 2050 existirá mais plástico do que peixe no mar

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São despejadas 8 milhões de toneladas de resíduos plásticos nos oceanos, todos os anos. Uma equipa de investigadores recolheu dados no Oceano Pacífico, para rastrear o caminho feito pelos detritos de plástico. A organização internacional: “Plastic Change” quer sensibilizar para o aumento da poluição nos oceanos. O plástico não é biodegradável, mas no mar os grandes pedaços podem partir e ser ingeridos por animais marinhos.

Os microplásticos são partículas de objetos maiores decompostos pela luz solar, pelas ondas, ou mordidos pelas criaturas aquáticas. Os pedaços de microplástico são apenas a ponta do iceberg. O oceano funciona como um liquidificador e tritura o plástico. Segundo os investigadores, a quantidade destes detritos no oceano deve duplicar nos próximos dez anos.

Os pedaços de plástico continuam a dar à costa depois de percorrerem milhares de quilómetros na água. A praia de Kamilo, na ilha do Hawai, é conhecida pela acumulação de detritos marinhos. A poluição dos oceanos é um problema global. Estes plásticos provocam o desaparecimento de um grande número de aves e mamíferos marinhos e destroem os ecossistemas oceânicos.

Segundo os cientistas, mais de 600 espécies de vida marinha estão a sofrer, diretamente, com esta poluição devido aos plásticos. E, mais de 90% das aves marinhas, de todo o mundo, têm bocados de plástico no sistema digestivo. Calcula-se que, até 2050 existirá mais plástico do que peixe no mar.

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