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Enquanto os preparativos avançam a bom ritmo para a cerimónia de investidura do 45° presidente dos Estados Unidos, que deverá tomar posse a 20 de janeiro, o processo de eleição ainda não está concluído. Os grandes eleitores votam sempre na segunda-feira seguinte à segunda quarta-feira do mês de dezembro. E, só após este voto, Trump será, de facto, o presidente.

É uma tradição que remonta a 1787. O presidente dos Estados Unidos não é eleito por sufrágio universal direto, mas por um colégio de grandes eleitores, que recebem o mandato nos seus estados, em função do voto expresso pelos cidadãos. A eleição de 8 de novembro definiu qual dos candidatos ganhou os votos dos grandes eleitores em cada estado.

Dos 538 grandes eleitores do colégio 232 são dados como adquiridos para Clinton e 306 para Donald Trump. Para um candidato chegar à presidência são precisos 270 grandes eleitores.

Trump mantém pois a confiança e ainda ontem na Pensilvânia, excluiu qualquer hipótese de não tomar posse, desta forma:
“Obrigada. Obrigada. Vocês são inacreditáveis e, daqui a quatro anos, ainda vamos ganhar por mais!”.

Mas as vozes descontentes continuam a manifestar-se e desta vez dirigem-se aos grandes eleitores que devem votar no dia 19, nos respetivos estados. Um videoclip apresentado por caras conhecidas do cinema e da cultura pede-lhes diretamente que mudem o sentido do voto e que façam o que só 82 grandes eleitores ousaram fazer até agora, na História dos Estados Unidos: votar contra o candidato que ganhou no seu estado.
e, por conseguinte, remeter o resultado da eleição para o voto popular, que deu a vitória a Hillary Clinton com 48,3% dos votos dos americanos, contra 46,2% para Donald Trump.

É pouco provável que isto aconteça, mas a eventualidade existe.

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