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Ataque de Berlim: Impressões digitais e outras provas incriminam Anis Amri


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Ataque de Berlim: Impressões digitais e outras provas incriminam Anis Amri

Já restam poucas dúvidas de que Anis Amri tenha sido mesmo o responsável pelo ataque de segunda-feira à noite a um mercado de Natal, que matou 12 pessoas e feriu outras 48 na Breitscheidplatz, no centro de Berlim.

Depois da revelação desta quinta-feira de que impressões digitais do principal suspeito da investigação tinham sido encontradas no camião utilizado no ataque, o ministro alemão do Interior, Thomas de Maizière, disse ser “muito provável” de que tenha sido mesmo este tunisino, de 24 anos, Anis Amri, o responsável pelo atentado que matou segunda-feira à noite 12 pessoas na Breitscheifplatz, no centro da capital germânica.

“Podemos dizer-vos hoje que há provas adicionais de que este suspeito é com alta probabilidade é o autor (do atentado)”, disse Thomas de Maizière.

Há uma recompensa de 100 mil euros pela captura do suspeito e a investigação da polícia federal está a seguir todas as pistas sugeridas, realizando diversas operações de busca, nomeadamente em autocarros onde o suspeito teria sido visto e em apartamentos de bairros onde há o tunisino poderá ter estado.

Após uma reunião às instalações do Departamento Federal de Investigação Criminal (BKA), em Berlim, a Chanceler Angela Merkel disse estar “confiante” de que as autoridades “vão conseguir vencer este teste crucial”.

“Temos uma equipa profissional a contribuir com todos os recursos possíveis para o sucesso da investigação. Mas também estou confiante porque eu sei que os valores da democracia e a força da lei estão do nosso lado”, disse Merkel, “orgulhosa” pela forma como a maioria dos cidadãos alemães reagiram ao atentado.

O ministro do Interior e o titular da pasta da Justiça, Heiko Maas, deixaram, pelo seu lado, claro que a prioridade, agora, é encontrar o suspeito, mas reconheceram também a necessidade de se retirarem lições pertinentes deste caso.

A procuradoria federal alemã emitiu uma ordem de detenção europeia contra Amri, que já tinha estado sob vigilância pelas forças de segurança, mantinha vínculos com círculos ‘jihadistas’ e não tinha ainda sido expulso do país após lhe ter sido recusado um pedido de asilo por falta da documentação necessária.

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