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Pearl Harbor: Visita histórica com condolências, mas sem pedido de perdão

A visita do primeiro-ministro nipónico a Pearl Harbor marca mais um passo na reconciliação histórica entre Washington e Tóquio.

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Pearl Harbor: Visita histórica com condolências, mas sem pedido de perdão

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Com Reuters

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Não devemos nunca mais repetir os horrores da guerra.

Shinzo Abe Primeiro-ministro japonês, em visita a Pearl Harbor

A histórica visita do primeiro-ministro japonês Shinzo Abe a Pearl Harbor e ao monumento do USS Arizona ficou marcada pelo desejo expressado pelo mandatário nipónico de que o Japão não volte a participar numa guerra.

“O mundo precisa agora de um espírito de tolerância e de um poder de reconciliação, especialmente agora”, disse o primeiro-ministro japonês.

“Os nossos países erradicaram o ódio e cultivaram a amizade e a confiança como uma base dos valores comúns”, continuou.

A reconciliação e a necessidade de chegar à paz foi também a nota dominante da intervenção do presidente Obama:

“A presença do primeiro-ministro Abe aqui hoje, recorda-nos tudo o que é possível conseguir entre Nações e entre os povos. As guerras podem chegar ao fim. O mais amargo dos inimigos pode tornar-se no mais forte dos aliados. Os frutos da paz são sempre superiores à destruição da guerra.”

A visita oficial de dois dias serviu também para que os dois países aliados pudessem expressar a sua proximidade, num momento que a China reafirma o seu poderio regional e militar.

A Administração Obama tem vindo a preocupar-se, por outro lado, com o facto de que o presidente eleito dos EUA, Donald Trump, possa vir a complicar as relações nipo-americanas.


O presidente eleito Trump poderia dar início a um novo dinamismo nas relações com Pequim.

Durante a visita ao memorial de Pearl Harbor, Abe e Obama prestaram homenagem aos mortos no ataque de 1941, levado acabo pelas forças Imperiais japonesas e que deixou 2.400 mortos.

Shinzo Abe tornou-se assim no primeiro chefe de Governo japonês a visitar o monumento de Pearl Harbor.

No entanto, tal como previsto, Abe não pediu desculpas pelo ataque, tal como não o fez o presidente Obama no último mês de maio, quando visitou a cidade de Hiroxima, onde, quatro anos depois do ataque a Pearl Harbor, as forças dos EUA lançaram uma bomba atómica.