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Suspeita de crime passional no desaparecimento do embaixador da Grécia no Brasil


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Suspeita de crime passional no desaparecimento do embaixador da Grécia no Brasil

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A polícia brasileira está a seguir a pista de um crime passional no desaparecimento do embaixador da Grécia no Brasil, avança o jornal O Globo. A última vez que Kyriakos Amiridis, de 59 anos, deu sinal de vida foi segunda-feira à noite e a mulher Françoise, brasileira, terá participado o desaparecimento à polícia na quarta-feira, alegando ter tido o ultimo contacto com o marido na segunda-feira à noite, por telefone.

Após ter sido encontrado — incendiado e com um cadáver no interior — o presumível carro alugado no dia 21 pelo embaixador e a mulher (a matrícula, o modelo e as caraterísticas são os mesmos, mas o estado do veículo e do cadáver impedem a polícia de avançar com certezas), os investigadores da Divisão de Homícidios da Baixada Fluminense (DHBF) terão descoberto ainda um sofá com manchas de sangue no apartamento onde o casal permanecia durante este período de férias de Natal e Fim de Ano, em Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro.

De acordo com o jornal Globo, a investigação estará a trabalhar na possibilidade de este ter sido um crime passional. O jornal adianta que a mulher, Françoise, manteria um caso extraconjugal com um agente da polícia militar ligado à unidade de Polícia Pacificadora.

O alegado amante já se terá apresentado durante a madrugada desta sexta-feira na DHBF, na companhia de um advogado, mas as autoridades estão a manter a identidade do polícia em segredo. O advogado do polícia militar deixou a delegacia, mas o homem ficou no local.

Françoise Amiridis (no vídeo em baixo, registado em agosto após um evento helénico no RibeirãoShopping) também chegou pelas 10 horas da manhã à mesma delegacia, na companhia de três agentes da autoridade e sem prestar declarações aos jornalistas.

O jornal revela que os investigadores estão convictos de que o embaixador foi morto na casa onde estava hospedado com a mulher e e dali levado para dentro do carro que havia alugado com a mulher. O sofá manchado de sangue está a ser analisado e os agentes já saberão que o corpo terá sido retirado do apartamento pelas 03 horas da madrugada de quarta-feira.

Os investigadores estarão agora à procura de imagens de câmaras de vigilância para tentar averiguar as circunstâncias em que o eventual crime se processou até à incineração do veículo sob um dos pilares de um nó de acesso a Nova Iguaçu do Arco Metropolitano, a via circular do Rio de Janeiro.

O desaparacimento do embaixador da Grécia no Brasil, Kyriakos Amiridis, terá ocorrido segunda-feira à noite e foi reportado quarta-feira pela mulher na quarta-feira, tanto à polícia e federal, que passou o caso para DHBF, como aos serviços da embaixada grega em Brasília.

A polícia brasileira encontrou, quinta-feira, ao final da tarde, um automóvel incendiado com um corpo carbonizado no interior. Através da análise de ADN e dos registos dentários, as autoridades estão a tentar apurar se se trata do embaixador grego no Brasil.

“Não posso confirmar categoricamente [que era o veículo do embaixador], pois o carro estava queimado. Posso confirmar que tem as mesmas características, era o mesmo modelo e ostentava uma matrícula igual à do carro alugado pelo embaixador. Agora, vamos fazer as perícias técnicas para saber se o corpo era o do embaixador”, revelou o delegado Evaristo Pontes, da unidade de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF), citado pela Agência Brasil.

A embaixada da Grécia em Brasília, onde Kyriakos Amiridis, está destacado, emitiu um comunicado, revelando ter sido informada quarta-feira do desaparecimento na segunda-feira do embaixador. “Na sequência de reação imediata do Ministério dos Negócios Estrangeiros, foi solicitada a total mobilização das autoridades competentes brasileiras e a uma investigação foi lançada para recolher mais informação”, adianta a embaixada, revelando que o Kyriakos Amiridis tinha viajado para o Rio de Janeiro para desfrutar das férias de Natal.

O diplomata foi cônsul da Grécia no Rio de Janeiro entre 2001 e 2004 e assumiu o cargo de embaixador em Brasília no início deste ano. Kyriakos Amiridis passava as férias de final de ano em Nova Iguaçu, esperando-se o seu regresso à embaixada a 09 de janeiro.

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