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Angela Merkel lamenta terrorismo e pede coesão aos alemães para 2017

Canceler alemã difundiu a habitual mensagem de Ano Novo, focando-se no terrorismo que matou 14 pessoas e feriu 66 este ano na Alemanha e prometendo as mudanças necessárias na lei para aumentar a segur

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Angela Merkel lamenta terrorismo e pede coesão aos alemães para 2017

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A chanceler alemã, Angela Merkel, pediu este sábado aos alemães para darem mostras de coesão e compromisso com os valores democráticos em face do terrorismo, depois do atentado da semana passada num mercado de Natal em Berlim.

Na mensagem de Ano Novo, Merkel afirmou ser “amargo e revoltante” o ataque ter sido perpetrado por um requerente de asilo, um tunisino imigrado na Alemanha que a 19 de dezembro entrou com um camião pelo mercado matando 12 pessoas.

A chanceler defendeu no entanto a decisão que tomou em setembro de 2015 de acolher centenas de milhares de refugiados, na sua maioria de países árabes e muçulmanos.

“Quando vemos as imagens de Alepo bombardeada, temos de voltar a sublinhar como foi importante e certo ajudar os que precisavam da nossa proteção”, disse, acrescentando que é com “humanidade e abertura” que se enfrenta o ódio.

“Ao retomarmos as nossas vidas e o nosso trabalho, dizemos aos terroristas: vocês são assassinios cheios de ódio, mas não vão definir como nós vamos viver e como queremos viver: livres, solidários e abertos”, disse.

Merkel prometeu que em 2017 o governo vai “estabelecer prontamente todas as mudanças políticas ou legais necessárias” para colmatar quaisquer lacunas de segurança, como as que poderão ter facilitado o ataque de Berlim.

Mas frisou que não devem colocar-se determinados grupos de pessoas sob um manto de suspeita.

Sem se referir aos partidos e movimentos populistas, Merkel criticou os que apresentam um quadro “distorcido da democracia”, assegurando que o sistema “é forte e permite a todos participar” e “aceita, não, exige contradição e críticas”.

“Críticas que respeitam os indivíduos, que procuram soluções e compromissos e que não excluem grupos inteiros”, disse, instando os políticos a não esquecerem estas orientações na pré-campanha e campanha para as eleições de 2017.

Texto: Lusa (MDR)
Edição: Francisco Marques