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Português descobre o provável primeiro réptil marinho do oceano Atlântico

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De  Euronews
Português descobre o provável primeiro réptil marinho do oceano Atlântico

<p>O <a href="http://docentes.fct.unl.pt/omateus">paleontólogo Octávio Mateus</a>, único português em expedições paleontológicas à Gronelândia, anunciou este sábado a <a href="http://docentes.fct.unl.pt/sites/default/files/omateus/files/milan_et_al_2016__-_kap_stewart_fm_plesiosaur_-_palass_2016.pdf">descoberta de fósseis de plesiossauro, um réptil marinho</a> que testemunha a primeira incursão no mar durante abertura do Atlântico há 200 milhões de anos.</p> <p>O anúncio este mês num congresso científico pelos investigadores Jesper Milan, Octávio Mateus, Lars Clemmensen e Marco Marzola, validou a descoberta do “plesiossauro mais antigo da Gronelândia, com cerca de 200 milhões de anos, e dos primeiros animais marinhos a explorar aquela zona” no início da separação dos continentes europeu e norte-americano, que resultou na abertura do Oceano Atlântico, afirmou à agência Lusa o português.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="pt" dir="ltr">Paleontólogo português descobre fósseis de plesiossauro na Gronelândia – Mundo – <span class="caps">RTP</span> Notícias <a href="https://t.co/maYXtxLezd">https://t.co/maYXtxLezd</a></p>— <span class="caps">SWAN</span> <span class="caps">PRESS</span> <span class="caps">AGENCY</span> (@swanpressagency) <a href="https://twitter.com/swanpressagency/status/815129234385543168">31 de dezembro de 2016</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p></p> <p>O Professor da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa e investigador do Museu da Lourinhã, que em 2012 e já este ano integrou expedições internacionais à Gronelândia, explicou que os cientistas tinham escavado apenas animais de “ambientes terrestres” do Triásico, com 220 milhões de anos, como anfíbios, dinossauros e fitossauros, répteis semelhantes a crocodilos.</p> <p>“Em camadas um pouco mais acima, portanto mais recentes, do Jurássico Inferior, encontrámos três ossinhos [vértebras e costelas] que são de um plesiossauro, que é um animal marinho, logo é um dos primeiros vertebrados marinhos ligados à abertura do Atlântico e testemunha uma mudança ligada à abertura do Atlântico”, descreveu.</p> <p>Pela escassez do material fóssil, os cientistas não conseguem identificar o género e a espécie de plesiossauro.</p> <p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="pt" dir="ltr">Em 10 de Dezembro de 1823,Mary Anning encontrou o primeiro esqueleto completo de um Plesiossauro,ela desenhou o animal em uma de suas cartas <a href="https://t.co/2Jn9Fv8CMN">pic.twitter.com/2Jn9Fv8CMN</a></p>— SpaceToday (@SpaceToday1) <a href="https://twitter.com/SpaceToday1/status/807667729637507072">10 de dezembro de 2016</a></blockquote><br /> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p></p> <p>No último verão, os quatro investigadores escavaram vestígios de fitossauros na Gronelândia de uma espécie ainda por determinar.</p> <p>Além disso, poderá trazer novas explicações para a paleogeografia. “Se for mais aparentado a uma espécie europeia, quer dizer que do ponto de vista paleogeográfico aquela zona da Gronelândia tinha conexões terrestres com a Europa. Se for mais aparentado a espécies norte-americanas, mostra o contrário” apontou o especialista, esclarecendo que “a maioria da fauna daquela região tem uma afinidade europeia maior, o que é estranho, porque do ponto de vista geológico a Gronelândia pertence ao continente americano”.</p> <p>“Todo aquele território está por explorar. É uma oportunidade para os paleontólogos descobrirem material novo”, disse Octávio Mateus.</p> <div align="center"><iframe src="https://www.facebook.com/plugins/post.php?href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fomateus%2Fposts%2F10154011841926179&width=500" width="500" height="440" style="border:none;overflow:hidden" scrolling="no" frameborder="0" allowTransparency="true"></iframe></div> <p>Sendo um local inóspito e polar, os paleontólogos são transportados de helicóptero para as expedições e têm de levar tendas para pernoitar, mantimentos alimentares e foram ensinados a manusear armas para lidar com possíveis encontros com ursos polares.</p> <p>Os achados escavados na última expedição científica acabam de chegar ao laboratório do Museu da Lourinhã para serem preparados e estudados e seguirem depois para exposição num museu dinamarquês, o Geocenter Moensklint.</p> <p>“É uma forma de dar continuidade a um trabalho de relacionamento com instituições de vários países com projetos e materiais que vieram de outras parte do globo, desde Moçambique, Angola e Estados Unidos da América”, afirmou Lubélia Gonçalves, presidente da direção do Grupo de Etnografia e Arqueologia da Lourinhã, associação que gere o museu.</p> <p>Trata-se da maior coleção estrangeira recebida pelo Museu da Lourinhã.</p> <p><b>Texto: Lusa</b> (<span class="caps">FYC</span>)<br /> Edição: Francisco Marques</p></p>