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Revista 2016 sbore espaço recorda dramas e sucessos na última fronteira


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Revista 2016 sbore espaço recorda dramas e sucessos na última fronteira

Abrimos a nossa revista de 2016 com algumas missões espaciais importantes. Em 2016, enviamos algumas naves espaciais para conhecer os nossos vizinhos, com a Europa e a Rússia em Marte, e os americanos em Júpiter.

Houve drama no centro de operações da ESA, em Darmstad (Alemanha), em outubro, quando a sonda Schiaparelli, que deveria ter demonstrado que os europeus conseguem pousar no planeta vizinho, caiu na superfície a 300 km/h.

No entanto, a missão ExoMars continuou, com o projeto Trace Gas Orbiter a entrar em órbita ao redor do planeta e a enviar dados científicos sobre a presença de metano na atmosfera, numa caça à vida em Marte.

Houve cenas mais felizes na NASA, em julho, quando a sonda Juno entrou em órbita em torno de Júpiter, embora desde então o aparelho tenha registado problemas, posicionando-se agora numa órbita muito maior em torno deste gigante do gás em relação ao que os cientistas desejavam.

No entanto, a sonda enviou algumas imagens sem precedentes sobre o planeta que domina o nosso sistema solar.

Finalmente, a missão que emocionou muitos corações chegou ao fim em setembro. A sonda Rosetta, despenhou-se lenta e deliberadamente no cometa que seguia desde 2014.

2016 foi um ano em que a exploração do espaço passou a ser um setor aberto aos empresários privados que sonham com as estrelas.

A moda mais recente é a tecnologia aeroespacial reutilizável. A companhia Espaço X, de de Elon Musk falhou, voltou a tentar e foi nem sucedida, em abril, com a aterragem perfeita de um foguetão numa barcaça flutuante.

No Texas, a empresa espacial Blue Origin lançou vários foguetões New Shepard, incluindo uma para testar uma cápsula de fuga, que terminou numa aterragem perfeita pelo reator principal.

A empresa fundada por Jeff Bezos, da Amazon, acredita que os foguetões reutilizáveis podem reduzir radicalmente o custo da exploração do espaço.

Outro empresário espacial, Richard Branson, assistiu ao primeiro voo e aterragem, sem ligação por cabos, do avião espacial Virgin Galactic VSS Unity, naquele que e mais um passo para tornar realidade o turismo espacial.

Em novembro, quatro dos satélites de navegação do projeto europeu Galileo foram levados para órbita a bordo de um foguetão Ariane 5, elevando para 18 o número total de satélites e dando início a operacionalidade do serviço europeu equivalente ao GPS.

Quatrocentos km acima de nossas cabeças, a estação espacial internacional teve um outro ano atarefado: o astronauta britânico da ESA, Tim Peake, regressou da sua missão no espaço, e o astronauta francês, Thomas Pesquet, partiu para uma estadia de seis meses.

Para terminar, recordamos o falecimento do astronauta John Glenn, a 8 de dezembro, aos 95 anos. A 20 de fevereiro de 1962, foi o primeiro norte-americano a fazer a orbita ao redor da Terra. Glenn regressou ao espaço, aos 77 anos, a bordo da nave Discovery.

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