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Síria: Oposição ameaça anular cessar-fogo se regime de Assad mantiver violações

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De  Francisco Marques
Síria: Oposição ameaça anular cessar-fogo se regime de Assad mantiver violações

<p>O cessar-fogo na Síria ainda resiste, mas está preso por um fio. As forças rebeldes de oposição a Bashar al-Assad ameaçaram já este sábado declarar nulas as tréguas negociadas com o regime, através da Rússia e da Turquia, se as forças leais ao Presidente continuarem a violar o frágil cessar-fogo implementado sexta-feira.</p> <p>Apesar de garantir pelas 10h30 locais (08h30, em Lisboa) a manutenção das tréguas (twit em baixo), o Observatório Sírio para os Direitos Humanos tem vindo a reforçar as queixas dos rebeldes ao reportar ao longo da manhã deste sábado a ocorrência de várias violações, incluindo pelo menos 10 bombardeamentos só na região de Wadi Barada, 40 quilómetros a noroeste de Damasco.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt"><p lang="ar" dir="rtl">الاتفاق الروسي – التركي يواصل سريانه في معظم المناطق السورية والخروقات تتوالى في عدة مناطق <a href="https://t.co/YliIc0XZDo">https://t.co/YliIc0XZDo</a></p>— #المرصدالسوري #SOHR (@syriahr) <a href="https://twitter.com/syriahr/status/815113096221949952">31 de dezembro de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script> <p>Em Alepo, cidade reclamada a 100 por cento na última semana pelas forças do regime, um homem conta-nos que as condições de vida são escassas devido a um ataque do grupo terrorista Estado Islâmico (“Daesh”/ <span class="caps">ISIL</span>) na sexta-feira contra duas infraestruturas de abastecimento de água da cidade.</p> <p>“O grupo terrorista Estado Islâmico cortou a água potável na cidade. Eles queriam privar-nos de viver. Aqui já ninguém tem nada e é tudo por causa do ‘Daesh’”, acusa, em declarações difundidas pela Reuters, este sírio não identificado e residente em Alepo, onde se mantém após a reconquista da cidade pelo regime de Assad.</p> <p>Cerca de 60 quilómetros a sudoeste, em Idlib, foi para onde fugiram, nas últimas semanas, milhares de residentes de Alepo por causa da guerra. Muitos deles revoltados com o regime do Presidente Assad.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">53,773 registered internally displaced people from eastern <a href="https://twitter.com/hashtag/Aleppo?src=hash">#Aleppo</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Syria?src=hash">#Syria</a> since 24 November in need of aid, see map <a href="https://t.co/f8r9Q82bAU">https://t.co/f8r9Q82bAU</a> <a href="https://t.co/sVKQi8LERw">pic.twitter.com/sVKQi8LERw</a></p>— <span class="caps">OCHA</span> Syria (@OCHA_Syria) <a href="https://twitter.com/OCHA_Syria/status/813344638161526784">26 de dezembro de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p> <p>Hassan Izzo é um dos refugiados em Idlib oriundo de Alepo. “Fugi por causa dos ataques aéreos com barris de explosivos, bombas de fragmentação, mísseis de grande calibre e paraquedas. Fomos todos atingidos e por isso tínhamos de fugir da cidade. Deixámos as nossas casas com grande sofrimento. Não confiamos no regime de Bashar al-Assad”, assume Hassan Izzo.</p> <p>Cerca de 35 mil pessoas terão fugido de Alepo só na semana passada quando organizações humanitárias conseguiram pôr em marcha uma operação de evacuação da zona leste de Alepo, a última a ser retomada na cidade pelas forças do regime e uma das mais destruídas pela guerra.</p> <p>De acordo com as Nações Unidas, na Síria há pelo menos 15 milhões de pessoas a necessitar de ajuda para conseguir acesso a água potável e bens essenciais.</p> <p>O cessar-fogo em curso foi anunciado quinta-feira pela Rússia, após negociações que envolveram os dois lados do conflito sírio e ainda a Turquia, mediador pelo lado da oposição ao regime de Bashar al-Assad (os Estados Unidos não participaram de forma direta nesta negociação). O objetivo principal é colocar um fim a seis anos de uma guerra civil que já fez mais de 250 mil mortos, mais um milhão de feridos e provocou ainda milhões de deslocados.</p> <blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" align="center"><p lang="en" dir="ltr">Most urgent needs for displaced people in <a href="https://twitter.com/hashtag/Aleppo?src=hash">#Aleppo</a> <a href="https://twitter.com/hashtag/Syria?src=hash">#Syria</a> are shelter, warm clothes, heaters, fuel & protection. Read <a href="https://t.co/iG5pWxdgJc">https://t.co/iG5pWxdgJc</a> <a href="https://t.co/GQ1duC7kOa">pic.twitter.com/GQ1duC7kOa</a></p>— <span class="caps">OCHA</span> Syria (@OCHA_Syria) <a href="https://twitter.com/OCHA_Syria/status/814501582498828288">29 de dezembro de 2016</a></blockquote> <script async src="//platform.twitter.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>