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Ataque de Istambul: O filme dos acontecimentos


Turquia

Ataque de Istambul: O filme dos acontecimentos

  • Discoteca famosa de Istambul foi alvo de um ataque armado às primeiras horas de 2017;
  • Pelo menos um atirador, armado com arma de grande calibre, matou indscriminadamente 39 pessoas e feriu mais de 60;
  • O atacante (ou atacantes, segundo testemunhas) escapou e foi montada uma caça ao homem em Istambul;

Estavam mais de 600 pessoas no interior da discoteca Reina, uma das mais famosas da Turquia e local de frequência habitual de celebridades internacionais, incluindo estrelas do futebol. O ataque foi r´pido: durou apenas sete minutos

01:15: um homem armado, presume-se, com uma AK47 (“kalashnikov”) é visto a entrar aos tiros pela discoteca, deixando logo um polícia e um segurança mortos à entrada:

01:20 O atirador é registado pelas câmaras do interior da discoteca, onde a polícia alega que ele terá despejado quatro carregadores, disparando cerca de 120 balas, começando no andar térreo e passando ao primeiro andar;

01:23: o atacante é captado pelas câmaras de vigilância da discoteca a despir algumas peças de roupa e a evadir-se do local — testemunhas dizem que gritou palavras em árabe enquanto disparava;

01:35: a polícia turca foi rápida a reagir e a deslocar-se para o local, mas sem conseguir impedir a fuga — uma caça ao homem foi montada;

02:25: Natasha Volnova, uma ucraniana de 22 anos, publica uma mensagem no Facebook a contar estar presa dentro da discoteca onde comemorava o Novo Ano com colegas de trabalho. “Há um monte de mortos. Eu estou viva”, escreveu;

10:21: Natasha Volnova publica um vídeo do momento em que o ano virou de 2016 para 2017, revelando a alegria que se vivia na discoteca.

Happy New Year 😘😍🍾🍾🍾

A video posted by Nataliya R (@volnovanatasha) on

13:14: Natasha Volnova publica um apelo para não ser incomodada, por estar em choque e a tentar descansar:

Peço aos jornalistas de todos os meios de comunicação internacionais ou ucranianos para não me incomodare. Não há qualquer hipótese de eu vos dar uma entrevista e isto não depende da popularidade do vosso meio de comunicação. Ninguém agora tem vontade de falar. As pessoas, agora, ou estão a gritar, a desmaiar ou a chorar. Estou cansada de repetir e todos os outros também não o vão fazer. Precisamos apenas de dormir, não de falar. Regressámos a casa há três horas, mas ninguém quer comer ou beber. Estamos a tentar adormecer mas qualquer ruído está a acordar-nos.

14:30: Natasha Volnova apagou ou filtrou todas as publicações de Facebook que havia feito sobre o ataque a que sobreviveu, deixando disponível apenas o vídeo do momento da passagem de ano na rede social Instagram (em cima).


11:21 (segunda-feira, 2 de janeiro): a agência Reuters cita um comunicado, vinculado ao grupo terrorista Estado Islâmico (“Daesh”/ ISIL), reivindicado o ataque , descrevendo-o como uma resposta contra “o protetor da cruz, a Turquia”, alvejando “um famoso clube noturno onde os cristão delebravam um feriado apóstata.”

Informações sem hora precisa

  • o Governador de Istambul começou por adiantar tratar-se apenas de um atirador;
  • o ministro do Interior confirmou o balanço de 39 mortos e 65 feridos;
  • entre os mortos, foi referido haver pelo menos 13 turcos, 25 estrangeiros e um por identificar (a meio da manhã de segunda-feira, 2 de janeiro), sendo referidos entre os mortos dois europeus (uma mulher franco-tunisina e um belga tambem com nacionalidade turca), sete sauditas, três libaneses, três iraquianos, dois tunisnos, dois indianos, dois marroquinos, dois jordanos, um do Kuweit, um canadiano, um israelita, um sírio e um russo;

  • entre os feridos, haverá pelo menos um norte-americano, líbios, marroquinos e libaneses;
  • feridos transportados para o hospital e sobreviventes falam na existência de mais do que um ou dois atiradores;
  • polícia isolou perímetro da discoteca e até as águas do Bósforo foram alvo de buscas.
  • jornais turcos Hurriyet e Karar, citam, fontes da investigação, e adiantavam na ediçao de segunda-feira, 2 de janeiro, que as principais suspeitas de autoria do ataque recaíam no “Daesh” e o atirador seria um homem oriundo da Ásia Central, provavelmente do Uzbequistão ou do Quirguistão — horas depois o grupo “jihadista” reivindicou o ataque;
  • o jornal turco Hurriyet noticiou tambem a detenção pela policia de oito pessoas sob suspeita de implicação no ataque à discoteca Reina.


Reações oficiais ao ataque de Istambul

[Em atualização]