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Iraque: Atentados em Bagadade marcam visita de François Hollande


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Iraque: Atentados em Bagadade marcam visita de François Hollande

O atentado em Bagdade, ocorrido após a chegada de François Hollande, e os dois que se seguiram, criaram ainda mais ansiedade, numa forças de segurança já em alerta máximo. O ataque mais mortífero ocorreu em Sadr City e foi reivindicado pelo Estado Islâmico. Eventualmente uma resposta à visita de Hollande, o único chefe de Estado ocidental a pisar solo iraquiano desde o início da guerra contra o Daesh.

A mensagem de ano novo de Hollande aos franceses foi clara sobre o compromisso da França:
“Vocês continuaram a viver, a trabalhar, a sair, a circular, a usar da liberdade. Podem sentir-se orgulhosos. Mas nós não terminámos ainda com o flagelo do terrorismo. Precisamos de continuar a combater no exterior, é esse o sentido das nossas operações militares no Mali, na Síria, no Iraque. Iraque onde me deslocarei depois de amanhã para saudar os nossos soldados”.

Hollande é já considerado o mais belicista dos presidentes franceses da V república. A História vai lembrá-lo certamente por aquele que envolveu a França em mais operações militares no estrangeiro. Como no Iraque, onde é o país que mais contribui a seguir aos Estados Unidos. A França envolveu-se na operação neste país em setembro de 2014 e participa logisticamente, entre outros, com um porta-aviões, duas fragatas, duas dúzias de aviões de combate e cerca de 1000 homens no terreno.

Os primeiros ataques aéreos efetuados pelos aviões franceses ocorreram logo a seguir à primeira visita de Hollande ao Iraque. Nessa altura, Paris afirmava que não estava disposta a envolver-se nos combates na Síria. Cerca de um ano mais tarde, e na sequência dos primeiros ataques terroristas em solo francês, o Eliseu muda de opinião.

Mas antes desta escalada, o presidente francês já tinha enviado tropas para o Mali, em nome da luta contra o terrorismo. Neste país a França assumiu a liderança de uma coligação internacional com o aval das Nações Unidas. A operação demorou dois anos com a presença de 4000 soldados franceses.

Na Síria, não há soldados franceses no terreno. Oficialmente os ataques da força aérea francesa visam unicamente as bases do Estado Islâmico.