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Polícia alemã recusa discriminação racial na detenção de centenas de africanos


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Polícia alemã recusa discriminação racial na detenção de centenas de africanos

A polícia alemã recusa as acusações de discriminação racial, depois de ter anunciado, no Twitter, a detenção de centenas de homens africanos para prevenir a repetição dos ataques sexuais em massa da passagem de ano de 2015 para 2016. Os utilizadores das redes sociais indignaram-se com a utilização do termo “nafris”, palavra usada habitualmente pelos polícias para designar as pessoas provenientes do Norte de África.

“Observámos jovens homens de países do Magrebe que se comportavam de maneira suspeita, junto à estação central, logo a partir das 19 horas. Constatámos que havia pessoas alcoolizadas, que estavam em grupos, de pé e que começavam a tornar-se agressivas. Era claro que se iria passar qualquer coisa, se não interviéssemos cedo e de maneira consistente”, justificou o chefe da polícia de Colónia, Jürgen Mathies.

A polícia já reconheceu que não deveria ter utilizado o termo “nafris” no Twitter, que indignou muitos utilizadores por sugerir que os homens foram detidos com base apenas na sua aparência. Uma acusação rejeitada pelas autoridades.

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