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Terceiro atentado do "Daesh" no Iraque já com François Hollande no país

Depois de ataques no sábado (Bagdade) e no domingo (Najaf), o desta segunda-feira foi o mais trágico (mais de 30 mortos), com o Presidente de França a reforçar o apelo à luta antiterrorismo

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Terceiro atentado do "Daesh" no Iraque já com François Hollande no país

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Mais de 30 pessoas morreram e pelo menos meia centena ficou ferida, na sequência de um atentado suicida, esta segunda-feira de manhã, em Sadr City, no nordeste de Bagdade. Foi o terceiro ataque a atingir o Iraque nas últimas 48 horas e, tal como os anteriores, foi já reivindicado pelo grupo terrorista autoproclamado Estado Islâmico.

No sábado, duas bombas num outro mercado mataram 29 pessoas em Bagdade (vídeo em baixo) e, no domingo, num outro ataque em Najaf, 180 quilómetros a sul da capital, sete polícias foram mortos.

Este último ataque ocorreu com o recurso a um carro armadilhado, numa zona de predominância xiita e teve como alvo um mercado à hora de ponta.

O balanço de vítimas tem vindo a subir e alguns meios de comunicação já apontam a pelo menos 37 mortos e mais de 60 feridos — números que carecem de confirmação.

O ataque desta segunda-feira nos limites de Bagdade acontece no mesmo dia em que o presidente de França chegou à capital iraquiana. François Hollande cumpre uma visita às forças armadas francesas integradas na coligação internacinal que combate o grupo terrorista Estado Islâmico no Iraque.

Num primeiro discurso, perante os militares franceses que têm vindo a da formação aos congéneres iraquianos em Bagdade, Hollande afirmou que “combater o terrorismo no Iraque, é também prevenir a ocorrência de mais ataques terroristas em França”. “Para nós, o único inimigo é o ‘Daeh’”, afirmou o chefe de Estado francês.

No primeiro dia do ano civil de 2017, as forças militares iraquianas anunciaram (vídeo em baixo) o avanço territorial na batalha com o grupo “jihadista” pela reconquista de Mossul, a segunda maior cidade do país e o maior bastião do grupo terrorista no norte do Iraque.

Os recorrentes atentados com “lobos solitários” serão uma resposta dos extremistas ao avanço das forças iraquianas nas várias frentes de batalha entre ambos no norte do país.