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Alemanha confirma mercado laboral forte e a inflação a crescer


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Alemanha confirma mercado laboral forte e a inflação a crescer

Os preços no consumidor na Alemanha cresceram 1,7% em dezembro, face a igual mês de 2015, fixando-se no nível mais alto em três anos, avançou esta terça-feira o Departamento Federal de Estatísticas alemão.

Trata-se do crescimento mais rápido da taxa observado desde julho de 2013 na maior economia da Europa e o valor anunciado superou os 1,5% previstos pelos analistas internacionais.

Os preços da energia contribuíram fortemente para a subida do índice de preços global no mês de dezembro, com um crescimento de 2,5% em termos homólogos, que compara com uma queda de 2,7% em novembro.

Por sua vez, os preços dos alimentos também registaram um crescimento de 2,5%, situando-se acima do valor do mês de novembro.

O crescimento dos preços na maior economia da Europa, em dezembro, aproximou a curva da inflação na Alemanha para próximo da meta de 2% apontada para a zona euro pelo Banco Central Europeu (BCE).

Os preços no consumidor na Alemanha cresceram 0,8% em outubro e novembro, respetivamente, quando comparados com igual período de 2015.

Desemprego com ligeira subida mas ainda abaixo dos 6%

Em termos de desemprego, a Alemanha registou uma taxa de 5,8% em 2016, após o número de desempregados ter aumentado em 36.000 durante o mês de dezembro, face ao mês anterior. No total, 2016 fechou com 2.568.000 de desempregados na Alemanha, indicou a Agência Federal de Emprego.

O aumento do número de desempregados, que elevou a taxa de desemprego alemã em uma décima em dezembro, é inferior à média desse mês nos últimos três anos (54.000), refere a instituição em comunicado.

No caso de se eliminarem os fatores sazonais, no mês passado havia menos 17.000 desempregados que em novembro e na comparação homóloga existiam menos 113.000 desempregados que em dezembro de 2015.

“A tendência positiva da evolução do desemprego manteve-se até ao final do ano. No entanto, o prolongado e forte aumento do emprego desacelerou de forma apreciável desde o verão, mas a procura de novos trabalhadores manteve-se num nível muito alto”, explicou no comunicado o diretor da Agência Federal de Emprego, Frank-J. Weise.

O número de subempregados, conceito que inclui os trabalhadores precários, situou-se nos 3.565.000 em dezembro passado, mais 2.000 que em novembro, no caso de não serem excluídos os fatores sazonais. “Este aumento está relacionado com a entrada no mercado laboral alemão dos refugiados”, salienta-se no comunicado.

Texto: Lusa (JS)
Edição: Francisco Marques