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Produções industriais britânica e irlandesa imunes ao "Brexit"... para já!


Economia

Produções industriais britânica e irlandesa imunes ao "Brexit"... para já!

O Reino Unido e a Irlanda não se deixaram abater pela perspetiva da ativação do “Brexit” neste Novo Ano e, em termos de produção industrial, os “vizinhos” fecharam 2016 em alta. Os britânicos atingiram mesmo em dezembro um máximo dos últimos dois anos e meio (30 meses).

De acordo com o mais recente relatório da Markit/ CIPS, o índice dos gestores de compras das empresas (PMI) britânicas, subiu no último mês do ano passado para os 56.1 pontos depois de ja ter registado, em novembro, um valor de 53.6 — um valor do PMI abaixo de 50 reflete uma contração da atividade económico, acima indica expansão.

Para a vizinha Irlanda, a Markit/ Investec revelou também um crescimento da produção industrial em linha com o britânico, esbatendo as dúvidas de um eventual impacto negativo pelo voto britânico no “Brexit”, no final de junho.

A atividade económica irlandesa revelou algum pessimismo no período antes e depois do referendo britânico, mas com o Reino Unido ainda, de facto, como membro da União Europeia e todos os acordos de parceria ainda em prática, os irlandeses reanimaram-se e o respetivo PMI acompanhou o do “vizinho” britânico, crescendo em dezembro para os 57.7, um recorde nos últimos 17 meses, depois de ter registado no mês anterior 53.7.

A Irlanda é o Estado-membro do bloco europeu que se crê estar mais ameaçado pelos impactos diretos da ativação do “Brexit” pela primeira-ministra Theresa May, o que é esperado até final de março.

O Reino Unido é o principal “cliente” das exportações irlandesas e a alteração da relação alfandegária entre os dois países — ou, melhor dizendo, entre os britânicos e a União Europeia — pode ter um efeito negativo na Irlanda.

O PMI da zona euro, por fim, registou igualmente uma expansão em dezembro, chegando aos 54.9, o melhor valor desde abril de 2011.