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Israel: soldado condenado por homicídio voluntário de palestiniano arrisca 20 anos de prisão


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Israel: soldado condenado por homicídio voluntário de palestiniano arrisca 20 anos de prisão

Um tribunal militar israelita decretou que o sargento Elor Azaria é culpado do homicídio voluntário de um atacante palestiniano, quando este se encontrava ferido por terra, na Cisjordânia.

A sentença atribuída ao soldado de 20 anos – que poderá passar outros tantos na prisão – só será conhecida posteriormente, concluíndo definitivamente um julgamento excepcional que dividiu profundamente a opinião pública israelita.

O advogado de Azaria, Ilan Katz, diz que “é um veredito duro que rejeita todos os argumentos da defesa, que reclamou desde o início e avançou com provas de que o tribunal militar estava a favor da acusação”.

O caso Azaria opôs o Estado-Maior, a favor do julgamento, a uma grande parte da direita e de personalidades israelitas.

O tenente-coronel Nadav Weissman, procurador do Exército, diz que “não é um dia feliz. Seria preferível que o ato não tivesse sido cometido e Azaria não tivesse de ser julgado. Mas o delito é sério, por isso, foi necessário acusá-lo e condená-lo de acordo com a lei”.

Azaria era julgado desde maio de 2016 por ter disparado, dois meses antes, uma bala na cabeça de um palestiniano que tinha atacado com uma faca vários soldados israelita, quando este se encontrava deitado no solo e ferido e aparentemente já não representava um perigo.