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Uma nova tentativa de reunificar o Chipre


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Uma nova tentativa de reunificar o Chipre

Três dias para encontar soluções para as questões que dividem há décadas cipriotas gregos e cipriotas turcos. Os dois líders da ilha, o grego Nikos Anastasiadis e o turco Mustafa Akinci, tentam, uma vez mais, a reunificação do Chipre.

A ilha está dividida desde a invasão turca em 1974, ocorrida na sequência de um tentativa de golpe de estado inspirada pelos gregos, 14 anos após a independência do Reino Unido, em 1960. Os acordos de Zurique e Londres, que definem as condições da independência, não facilitam a tarefa já que garantem ao Reino Unido, à Grécia e à Turquia, o poder de intervir na ilha no caso de uma rutura constitucional.

Os habitantes da ilha estão bem conscientes que a paz não será fácil a obter, como sublinha este cipriota turco residente na capital dividida, Nicósia: “Vamos esperar que em algumas coisas que faltam como a questão da garantia e outras eles possam chegar a acordo na próxima semana e que, lá para o final do mês, possamos ter boas notícias. A notícia de que vamos ser um país unido outra vez”.

O estatuto dos entre 30 e 40 mil soldados turcos estacionados no norte é um tema crucial da negociação. Os gregos querem que eles partam; os turcos insistem em deixar ficar um certo número.

A divisão territorial é outra das questões espinhosas. A ilha deverá ser partilhada entre as duas comunidades para formar um Chipre unificado, uma federação com duas regiões, duas comunidades com a mesma soberania, uma única cidadania e uma única personalidade jurídica internacional.

A conselheira municipal grega de Morphou, Ourania Peletie, acredita no acordo: “Tenho a certeza que há soluções e lembro-vos que em 1974, quando fomos forçados a partir pelas tropas turcas, não tínhamos sequer onde ficar. Vivemos em tendas, debaixo das árvores”, afirma.

Atualmente o Chipre tem uma população de 1,1 milhões de habitantes, dos quais 20% são cipriotas turcos e 80% cipriotas gregos. Este desequilíbrio populacional complica também o acordo sobre o modelo presidencial, porque a constituição escrita no momento da independência define que o presidente deve ser um cipriota grego e o vice-presidente um cipriota turco, mas os turcos exigem agora que a presidência seja rotativa.

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