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Brexit: UE "nunca aceitará" situação onde Reino Unido "esteja melhor fora"

“Mais realista”, foi a forma como o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, definiu o discurso da primeira-ministra britânica, no qual Theresa May estabeleceu os objetivos do Reino Unido nas nego

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Brexit: UE "nunca aceitará" situação onde Reino Unido "esteja melhor fora"

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“Mais realista”, foi a forma como o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, definiu o discurso da primeira-ministra britânica, no qual Theresa May estabeleceu os objetivos do Reino Unido nas negociações da saída da União Europeia.

Mas o negociador do Brexit no Parlamento Europeu, Guy Verhofstad, afirmou que embora tenha oferecido “claridade”, o discurso criou uma certa “ilusão”. O eurodeputado belga precisou que “nunca será aceite uma situação na qual é melhor estar fora da União Europeia, do mercado único, do que manter-se como membro. Se querem as vantagens do mercado único, também devem aceitar as obrigações. É preciso um acordo justo e, certamente, não sob ameaças”.

Embora tivessem aplaudido os esclarecimentos de May, vários líderes europeus deixaram claro que o Londres não poderá “escolher” os benefícios europeus que lhe interessa manter.

No Parlamento britânico, o ministro para o Brexit, David Davis, afirmou que a “abordagem [de Londres] não é fazer uma escolha seletiva, mas obter um acordo que sirva ambas as partes. [ O Reino Unido] percebe que a União Europeia quer preservar as suas liberdades e traçar o seu próprio caminho. Mas quase todos os países do mundo que não são alvo de sanções têm acesso ao mercado único. [ O Reino Unido] também terá, a questão é saber em que termos”.

A Comissão Europeia, por seu lado, afirmou que reagirá “às posições e pedidos específicos do Reino Unido, quando for lançado o chamado artigo 50” do Tratado de Lisboa, que prevê a saída voluntária e unilateral de um Estado-membro.