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Conservador italiano Antonio Tajani eleito novo presidente do Parlamento Europeu


A redação de Bruxelas

Conservador italiano Antonio Tajani eleito novo presidente do Parlamento Europeu

O próximo presidente do Parlamento Europeu será italiano, essa é a única certeza. A votação fechou há instantes e os resultados devem ser conhecidos na próxima hora.

Na terceira ronda, Antonio Tajani, do Partido Popular Europeu (PPE), voltou a ser o mais votado, 291 votos, mas sem a maioria (desta vez fixada nos 346). O italiano garantiu mais quatro votos que na ronda anterior. O compatriota Gianni Pittella, da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D) ficou em segundo, com 199 votos, tendo perdido um em comparação com a volta anterior.

Na quarta e última ronda apenas vão a votos os dois candidatos com melhor votação na terceira volta, ou seja Antonio Tajani e Gianni Pittela. Se, mesmo assim, houver um empate é escolhido o candidato mais velho. Neste caso terá vantagem o Tajani que tem 63 anos. Pittella tem 58.

Na segunda volta, Antonio Tajani tinha obtido 287 votos, mais 13 que na primeira volta. Gianni Pittella tinha conquistado com 200 votos, mais 17 que na anterior.

No início da manha houve algumas novidades que poderiam tornar esta eleição menos complexa: Guy Verhofstadt, ex-primeiro ministro belga e líder do grupo dos liberais retirou a candidatura. O presidente da Aliança dos Democratas e Liberais pela Europa (ALDE) anunciou de imediato o apoio ao candidato do Partido Popular Europeu, o italiano Antonio Tajani.

Numa mensagem publicada no Twitter, Verhofstadt escreveu que “o ALDE e o PPE lançaram as bases para uma nova coligação para fazer avançar a Europa” e que “o acordo está aberto a todos os outros grupos pró-europeus”.

Num vídeo, o belga esclareceu ainda: “A Aliança dos Democratas e Liberais alcançou um importante acordo com o Partido Popular Europeu. É um primeiro e importante passo para a construção de uma coligação pró-europeia para reformar e fortalecer a União Europeia. E isto é absolutamente necessário, com Trump, com Putin, com tantos outros desafios que a Europa enfrenta, é fulcral que cooperemos para reforçar a União”.

Tajani, no discurso antes da votação, defendeu uma “Europa mais democrática”. O outro dos grandes candidatos à vitória, Gianni Pittella concorre em nome da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), também no discurso de apresentação pediu “uma Europa mais corajosa” e “um parlamento mais forte perante grandes desafios do mundo”.

Atualmente, o PPE conta com 217 eurodeputados e os Socialistas com 189. Em caso de derrota dos socialistas, o Partido Popular Europeu passa a dominar os três principais cargos das instituições europeias, sendo que já lideram o Conselho Europeu e a Comissão Europeia.

Outros dos candidatos oficiais eram a italiana Eleonora Forenza, do Grupo da Esquerda Unitária/Esquerda Nórdica Verde – do qual fazem parte os deputados do Bloco de Esquerda e do PCP; a britânica Jean Lambert, dos Verdes/Aliança Livre Europeia; a belga Helga Stevens, dos Conservadores e Reformistas Europeus; e ainda o romeno Laurentiu Rebega, do grupo da Europa das Nações e da Liberdade, conotado com a extrema-direita europeia.

Recorde-se que o ainda presidente do Parlamento Europeu não está entre os candidatos. No final do ano passado, Martin Schulz anunciou que vai trocar a política europeia pela política nacional e regressar à Alemanha para uma eventual candidatura à chancelaria alemã.

Acompanhe a votação para eleger o novo presidente do Parlamento Europeu em direto em euronews.com.

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A redação de Bruxelas

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