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Donald Trump não desiste da construção do muro na fronteira com o México


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Donald Trump não desiste da construção do muro na fronteira com o México

Isolar fisicamente os Estados Unidos do México com um muro como o que foi construído na região de Ciudad Jaurez entre 2007 e 2010, durante os mandatos de Bush e Obama, é o objetivo que o presidente Donald Trump, voltou a repetir no dia 24 de janeiro, em nome da segurança.

E o México nada pode fazer. À saída de um encontro com o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto, em agosto, quando ainda era candidato, Trump reforçou a intenção firme de erigir o muro para proteger o país do seu vizinho do sul, que depende economicamente dos Estados Unidos.

Em março de 2015 tinha proferido as palavras que foram na altura consideradas como um delírio: “Vou construir um grande, grande muro na fronteira sudoeste e vamos fazer o México pagar por isso. Ouçam bem o que digo”.

Disse e tenciona fazê-lo através de taxas aos 23 mil milhões de euros que as famílias mexicanas enviam todos os anos aos familiares que ficaram no México.

Mas Trump também quer renegociar o NAFTA, que representa anualmente um comércio bilateral de 494 mil milhões de euros. Ora 80% das exportações do México vão diretas paras os Estados Unidos.

Apenas 48 horas após a investidura já o novo inquilino da Casa Branca pressionava o México com este discurso:
“Vamos começar a renegociar o NAFTA, a imigração, a segurança das fronteiras. O México tem sido ótimo e o presidente tem sido incrível. E penso que vamos ter um bom resultado para o México e para os Estados Unidos e todos os envolvidos nisto”.

O sentido da mensagem foi facilmente compreendido do lado mexicano e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Luis Videgaray, respondeu: “Nós não aceitaremos nenhuma negociação do tratado de comércio livre. Há sempre a possibilidade de abandonar o tratado e depois gerir o comércio entre o México e os Estados Unidos através das regras da Organização Mundial do Comércio”.

O México, apesar de ser a segunda potência económica da América Latina, a seguir ao Brasil, não se pode dar ao luxo de ignorar a importância do mercado norte-americano.