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EUA: Agências governamentais abrem contas altenativas no Twitter contra Trump e em nome da ciência


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EUA: Agências governamentais abrem contas altenativas no Twitter contra Trump e em nome da ciência

Funcionários do governo de mais de uma dezena de agências federais norte-americanas estão preocupados com o futuro da ciência. Abriram contas alternativas no Twitter para mostrar o desagrado em relação às medidas de Donald Trump e ao que encaram como sendo uma tentativa de acabar com a investigação científica e com os compromissos de Obama relativos às alterações climáticas.

A rede alternativa de contas no Twitter inclui a Agência de Proteção Ambiental (EPA), a NASA e o Serviço Nacional de Parques.

É a reação às diretivas da Casa Branca, publicadas esta semana, obrigando o Departamento do Interior, o Departamento de Agricultura e o Departamento de Saúde a conter o fluxo de informação ao público sobre assuntos relacionados com as questões ambientais.

Agência de Proteção Ambiental

A administração Trump proibiu temporariamente a publicação de comunicados de imprensa e de atualizações de informações nas redes sociais.

Na quarta-feira, o governo Trump exigiu que os estudos da agência e os dados relacionados com a investigação das alterações climática já publicados sejam revistos por nomeados políticos – estudos e dados que mostram evidências que o planeta está a aquecer devido às emissões.

Em declarações à Associated Press, o diretor de comunicação da equipa de transição da agência, Doug Ericksen, disse não existir nenhum mandato para submeter as investigações científicas a revisão política, mas que a administração Trump “está a analisar tudo caso a caso, incluindo a página Web e se o material relativo ás alterações climáticas será retirado”.

Esta onda de incerteza sobre se a administração Trump pretende remover os dados, levou a um forte movimento de arquivo, para garantir que os registos da agência ficam preservados.

As diretrizes reforçaram o receio que o presidente Trump vai desacreditar a investigação científica uma vez que já disse que as alterações climáticas são um embuste chinês já que pretende estimular o crescimento económico.

Poucas horas depois de Trump assumir o cargo, foi removida do site uma apresentação da era Obama sobre as alterações climáticas. O ex-presidente Obama fez do combate às alterações climáticas um dos principais pilares da sua administração. Em setembro de 2016, assinou o Acordo de Paris sobre o clima, juntamente com quase 200 chefes de Estado e de governo – um acordo que delineou as metas globais para reduzir as emissões de dióxido de carbono.

Mas Trump prometeu rever e, possivelmente, sair deste acordo. Também deu ordens executivas, esta semana, para acelerar dois projetos de oleodutos, altamente controversos, no Dakota do Sul.

As contas alternativas no Twitter são uma forma de resistência contra os ideais de Trump

Como as contas são privadas escapam ao controlo de Washington.

As contas alternativas angariaram centenas de milhares de seguidores em conjunto – utilizando a hashtag #resist ou #resistance.

O movimento não se fica pelas redes sociais: os defensores da ciência (@ScienceMarchDC) estão a planear fazer uma marcha de protesto em defesa da investigação científica, em Washington.

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