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EUA: Programa de acolhimento de refugiados suspenso por Trump


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EUA: Programa de acolhimento de refugiados suspenso por Trump

O presidente norte-americano decretou a suspensão, durante quatro meses, do programa federal de admissão e reinstalação de refugiados de países em guerra. Além disso, vai ser suspensa também a emissão de vistos para os cidadãos de sete países muçulmanos: Irão, Iraque, Líbia, Somália, Sudão, Síria ou Iémen.

Estas medidas tiveram reação imediata a nível internacional. O presidente iraniano, Hassan Rouhani, num discurso feito este sábado, defendeu que “não é o momento de construir muros entre nações e lembra que o muro de Berlim foi derrubado há varios anos”. Rouhani lembrou ainda que também não se devem anular os acordos internacionais já estabelecidos.

A Agência das Nações Unidas para os Refugiados e a Organização para as Migrações pedem a Trump que não abandone os programas de asilo.

Mas Trump garante que está apenas a tentar impedir a entrada de “terroristas islâmicos radicais”. Dentro dos Estados Unidos, também houve reações. Os refugiados que já vivem no país garantem que só saíram dos próprios países porque foram obrigados. Na Califórnia, um refugiado explica que “as famílias sírias estão a vir para os Estados Unidos por causa da política internacional. Infelizmente ele não os quer e infelizmente tem quem o apoie, mas isso acontece porque nunca viveram momentos difíceis, nunca viveram um crise ou uma guerra”. Um outro refugiado garante que apoia “totalmente o aumento da segurança, sou a favor dos processos legítimos. Mas sou contra diferenciação racial ou qualquer julgamento baseado no passado”.

Recorde-se que de 1 de outubro de 2015 a 30 de setembro de 2016, os Estados Unidos acolheram quase 85 mil refugiados de várias nacionalidades, incluindo cerca de 10.000 sírios. A administração de Barack Obama tinha previsto como objetivo os 110.000 refugiados para o exercício orçamental seguinte, mas a de Donald Trump visará apenas 50.000, de acordo com o projeto de decreto.