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Gigantes tecnológicos contestam política migratória de Trump

As empresas tecnológicas norte-americanas, que empregam um grande número de estrangeiros, insurgem-se nas redes sociais contra a política anti-imigração de Donald Trump, que proibiu a entrada de cidad

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Gigantes tecnológicos contestam política migratória de Trump

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As empresas tecnológicas norte-americanas, que empregam um grande número de estrangeiros, insurgem-se nas redes sociais contra a política anti-imigração de Donald Trump, que proibiu a entrada de cidadãos de sete países muçulmanos.

Do Facebook à Microsoft, os gigantes do setor tecnológico quebram o silêncio, ao contrário dos homólogos de empresas de outros setores, como o automóvel, energético e bancário.

O patrão da Airbnb, Brian Chesky, fala de medida injusta e a sua empresa propõe alojamento gratuito às pessoas impedidas de entrar nos Estados Unidos.

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A Uber estima que há pessoas inocentes afetadas e criou um fundo de três milhões de dólares para apoiar os funcionários, incluindo motoristas, atingidos pela medida.

Na Alphabet, casa mãe do Google, há pelo menos cem empregados afetados pela decisão de Trump. Quem estava no estrangeiro foi convocado para regressar aos Estados Unidos e os que deviam partir devem anular a viagem.

O presidente da empresa Sundar Pichai, de origem indiana, recorda que durante gerações os imigrantes contribuíram para o desenvolvimento dos Estados Unidos .

Há também dezenas de empregados da Microsoft afetados e o presidente Satya Nadella, de origem indiana, chama a atenção para a necessidade de uma política migratória que defenda a diversidade.

Preocupado com a medida está ainda o patrão do Facebook. Mark Zuckerberg recorda que os seus avôs eram oriundos da Alemanha, da Áustria e da Polónia e que os pais da sua mulher são refugiados chineses e vietnamitas.

O patrão do Twitter evoca as consequências humanitárias e económicas da medida. Já a empresa recorda que é “feita por imigrantes de todas as religiões”.

Jeff Weiner, dirigente de LinkedIn, vai mais longe e afirma que 40% das maiores empresas do país foram criadas por imigrantes e pelos seus filhos.

É o caso da Apple. Tim Cook, que destaca a importância da imigração, relembra que sem a imigração a companhia não existiria , numa referência a Steve Jobs, cujo pai biológico, Abdulfattah Jandalie, era um jovem sírio que emigrou para os Estados Unidos.