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Derrota do EI não põe termo à crise humanitária no leste de Mossul

A derrota do grupo Estado Islâmico na zona leste de Mossul está longe de ser sinónimo de um regresso à normalidade.

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Derrota do EI não põe termo à crise humanitária no leste de Mossul

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A derrota do grupo Estado Islâmico na zona leste de Mossul está longe de ser sinónimo de um regresso à normalidade.

A falta de água potável e de víveres transformou o cenário de guerra no palco de uma crise humanitária, quando mais de 30 mil habitantes decidiram regressar à zona oriental da cidade, após o fim das operações militares na semana passada.

Só a última semana de ofensiva terá provocado mais de 1.600 feridos suplementares, transferidos para hospitais em Erbil, no Curdistão iraquiano.

Segundo um funcionário do Crescente Vermelho:

“Eles precisam de ajuda. A área não tinha sido totalmente libertada até agora e é agora que assistimos ao regresso das famílias que escaparam. É difícil transportar víveres até aqui, é por isso que estamos a tentar trazer ajuda via o Curdistão iraquiano”.

A situação é ainda mais grave na zona oeste, ainda sob o controlo do grupo islamita.

Segundo várias ONG’s mais de 750 mil civis, quase metade dos quais crianças, permanecem isolados, sem qualquer acesso a ajuda humanitária e sem possibilidade de poderem escapar à nova ofensiva militar anunciada para os próximos dias.