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Expropriação violenta de colonato israelita na Cisjordânia


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Expropriação violenta de colonato israelita na Cisjordânia

A operação de evacuação do colonato israelita de Amona, na Cisjordânia, degenerou em confrontos entre manifestantes antiexpropriação e as forças de segurança mobilizadas para assegurar o processo.

A expropriação e demolição do colonato foram decretadas pelo Supremo Tribunal de Israel há dois anos e a operação começou esta quarta-feira de manhã. Perante a resistência dos residentes em abandonar o local e depois de lhes ter sido um prazo de 48 horas para o fazerem, que termina esta quarta-feira à meia-noite, foi mobilizado um vasto contingente de polícias e militares.

Alguns residentes recusam deixar as suas casas e há manifestantes antiexpropriação a alvejar com pedras as forças de segurança. A cadeia de televisão israelita Canal Dois está a avançar a ocorrência de pelo menos seis feridos e dez pessoas detidas pelas autoridades.

O colonato israelita de Amona foi fundado sem autorização em 1995 a norte de Jerusalém e de Ramallah, no coração do território palestiniano conhecido como Cisjordânia.

Há cerca de dez anos, o Supremo Tribunal de Israel decretou Amona como um colonato ilegal, por ter sido erigido em território privado da Palestina. O processo, no entanto, arrastou-se devido a recursos dos residentes e a alguma passividade do governo. Até dezembro de 2014.

Após uma investigação, foram anulados documentos apresentados por residentes após se descobrir que eram falsos. O tribunal ordenou a evacuação e a demolição do colonato e a relocalização dos cerca de 250 residentes.

Alguns dos residentes, apoiados por outros manifestantes antiexpropriação de Amona, estão a tentar bloquear a evacuação do colonato. As forças de segurança têm sido inclusive alvejadas com pedras.

Rabino apela a protesto pacífico e ministro lança ameaça

O rabino chefe de Israel apela aos residentes de Amona e outros ativistas antiexpropriação presentes no local para não recorrerem à violência na oposição ao processo.

“A evacuação da comunidade e das famílias a viver no colonato evoca tristeza e grande dor, no entanto é obrigatório respeitar a lei e evitar os comportamentos violentos contra qualquer pessoa e ainda mais contra as forças de segurança que passam o dia e a noite a trabalhar para o povo de Israel. Por isso, cabe a cada um comportar-se de acordo com a ‘halakha’ (a lei religiosa hebraica) e a lei civil”, afirmou o rabino chefe David Lau.

No “Knesset”, o parlamento israelita, o ministro da Educação, Naftali Bennet, descreveu os residentes de Amona como “heróis” e, citado pelo Haaretz, prometeu que após a “perda dolorosa” do colonato irá seguir-se a anexação de toda a Cisjordânia.

Só nas últimas duas semanas, o Governo de Benjamin Netanyahu já autorizou a construção de mais 6000 casas em colonatos israelitas existentes nos territórios palestinianos, incluindo Jerusalém Oriental.

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