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"Penelopegate": Fillon resiste a pressões para que abandone a corrida às presidenciais

O candidato de direita às presidenciais francesas rejeita ceder ao escândalo de empregos fictícios que abala a sua campanha.

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"Penelopegate": Fillon resiste a pressões para que abandone a corrida às presidenciais

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O candidato de direita às presidenciais francesas rejeita ceder ao escândalo de empregos fictícios que abala a sua campanha.

Segundo uma sondagem publicada esta manhã, 69% dos franceses pensam que François Fillon deveria abandonar a corrida, embora 50% do eleitorado de direita continue a apoiar o ex-primeiro-ministro.

O candidato continua, no entanto, a denunciar o que considera ser uma “campanha bem organizada” de calúnias”, tendo apelado aos militantes para que aguardem até ao final do inquérito em curso.

Ontem a cúpula da formação Les Republicains tinha renovado o seu apoio a Fillon, após uma reunião extraordinária em Paris.

As novas sondagens revelam, no entanto, uma queda acentuada da popularidade do conservador que, pela primeira vez, é dado como derrotado logo à primeira volta do escrutínio de maio.

Dentro do partido há quem defenda já a substituição do candidato:

“Penso que as primárias estão caducas face a este acontecimento imprevisível”, afirma um deputado conservador.

Um grupo de deputados pediu mesmo a Alain Juppé, o rival de Fillon nas primárias, que retome a candidatura às presidenciais.

Na origem do escândalo está o jornal francês Le Canard Enchaine, segundo o qual a mulher e os filhos de Fillon teriam recebido mais de 900 mil euros em salários durante 15 anos, enquanto assistentes parlamentares.

O canal público francês descobriu entretanto uma declaração da esposa de Fillon, datada de há dez anos, na qual Penelope garante nunca ter trabalhado no parlamento.