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#LigaPortuguesa J19: Benfica cai em Setúbal, Braga sai do pódio


Desporto

#LigaPortuguesa J19: Benfica cai em Setúbal, Braga sai do pódio

  • Zé Manuel estreia-se a marcar na Liga e logo a derrubar o líder;
  • André Silva marca pela terceira vez de penálti e chega aos 12 golos;
  • Bas Dost volta a bisar e lidera melhores marcadores com 16 golos;
  • William Carvalho viu cartão amarelo e falha deslocação ao Dragão;
  • Guimarães falha ataque ao quarto lugar.


Após um empate em casa com o Boavista (3-3) e a derrota nas meias-fianis da Taça da Liga com o Moreirense (1-3), o Benfica deslocou-se a Setúbal sem poder contar com Salvio, o carregador de piano dos últimos jogos das “águias”. Oportunidade poara o pequeno sérvio Zivkovic.

Com o treinador Rui Vitória na bancada, castigado após a meia-final da Taça da Liga, e substituído no banco pelo adjunto Arnaldo Teixeira, os tricampeões entraram melhor no jogo e nos primeiros cinco minutos criaram duas oportunidades. Mitroglou e Franco Cervi falharam o alvo por pouco.


O Vitória organizou-se, encaixou-se no adversário a defender e começou a soltar-se no ataque, onde Edinho, aos 15 minutos, deu o primeiro sinal. Cruzamento de Arnold da direita e o avançado a tentar o golo de bicicleta. Ligeiramente por cima.

Aos 21, golo. Edinho, pela direita, atrasa de calcanhar, Arnold cruza e Zé Manuel, entre Lindeloff e Luisão, cabeceou sem hipóteses para Ederson. Estreia a marcar na Liga do avançado, de 26 anos, cedido pelo FC Porto ao Vitória de Setúbal.


Esperava-se uma forte reação do Benfica, mas o que se assistiu foi a um crescendo de confiança da equipa da casa. Mikel Agu, o médio defensivo nigeriano também emprestado pelo FC Porto, começou a dar nas vistas.

As “águias” não encontravam forma de “sobrevoar” o muro defensivo dos sadinos. algumas bolas paradas, uns remates de longe à figura de Varela e foi tudo até ao intervalo.


Para a segunda parte, Rafa Silva substituiu Cervi. O Benfica continuava a revelar falta de ideias, insistindo pelas alas, mas sem sucesso. O Vitória procurava as rápidas saídas para o ataque, ora através de desmarcações de Edinho ora com arrancadas surpreendentes de Mikel Agu.

Aos 63 minutos, Jonas assistiu de cabeça e Mitroglou, sobre a linha de golo, desvio por cima da baliza. O grego nem queria acreditar e a desilusão ficou espelhada na cara de Jonas.

Os encarnados apostam em Carrillo no lugar de André Almeida. Os anfitriões respondem com Vasco Costa para refrescar o ataque. O recém-entrado sadino ficou perto do golo, aos 74 minutos.

Pizzi, algo nervoso e pouco esclarecido, cedeu o lugar a Luka Jovic. José Couceiro respondeu com André Pedrosa. Duas apostas de 19 anos para os derradeiros minutos.


O Benfica ficou mais pressionante. Thiago Santana foi chamado para refrescar a pressão na primeira linha de defesa dos sadinos, junto a Edinho.

Por duas vezes, Mitroglou esteve perto do empate nos descontos, em ambas sem sucesso. Carrillo caiu na área alguns segundos jám para lá do tempo extra concedido, mas o árbitro não se deixou iludir.


O Vitória de Setúbal infligiu a segunda derrota da temporada ao Benfica, somou a oitava vitória e subiu ao sexto lugar, já com alguns adeptos a sonhar com um lugar europeu, agora a sete pontos de distância.

Os “encarnados” veem a concorrência aproximar-se, mas na próxima jornada há um FC Porto-Sporting e podem recuperar a folga agora perdida para o segundo lugar.


FC Porto a um ponto do líder

Os “dragões” deslocatram-se ao Estoril e aumentou para 16 a série de jornadas sem perder, incluindo cinco empates e somando a terceira vitória consecutiva. O jogo, no entanto, não foi fácil para a equipa de Nuno Espírito Santo.

Ainda na primeira parte, o treinador dos “dragões” trocou Diogo Jota pelo argelino Brahimi. O Estoril resistiu, manteve-se coeso e levou o nulo para o intervalo.


Os “azuis e brancos” entraram melhor na segunda parte e logo a abrir Filipe atira por cima.

Pouco depois, o FC Porto queixou-se de uma grande penalidade não assinalada por falta sobre André Silva, num lance em que Filipe beneficiou de posição irregular também não assinalada para rematar de novo ao lado.


Nuno Espírito Santo troca Herrera e o apagado Óliver Torres por Rui Pedro e Jesus Corona. Em boa hora. Pedro Carmona respondeu com Bruno Gomes no lugar do Tocantins.

O jovem avançado recém-entrado nos “dragões” rematou para golo, mas estava em fora de jogo. Após interrupção para limpar a área dos “canarinhos”, alvejada por engenhos pirotécnicos pelos adeptos portistas, o Estoril pareceu melhorar e aproximou-se da baliza de Iker Casillas.

Pedro Carmona, ainda assim, não acreditou e trocou o ofensivo Mano pelo defesa Dankler para tentar controlar Brahimi. Não correu bem. O argelino lançou André Silva, Moreira foi imprudente e cometeu penálti desnecessário.

Aos 83 minutos, o número 10 do FC Porto abriu o marcador, chegou aos 12 golos e desbloqueou o jogo para os visitantes. A perder, o Estoril trocou de avançados: entrou o russo Konstantin Bazelyuk.



O FC Porto continuou melhor. Diakhité viu o segundo amarelo, foi expulso, e Corona “desenhou” já nos descontos um grande lance individual para o 0-2. O Estoril ainda reduziu por Dankler, mas foi só.



Ao sétimo jogo à frente dos “canarinhos”, Pedro Carmona soma seis derrotas na Liga e um triunfo na Taça de Portugal. O Estoril já só está dois pontos acima da linha de água.

O FC Porto reduziu para um ponto a desvantagem para o líder, Benfica, e no sábado recebe a visita do Sporting.


Bas Dost só sabe marcar, yo!

Em período de ajustamentos de plantel, o Sporting recebeu o Paços de Ferreira e chegou ao intervalo como já há muito não acontecia: a ganhar por 3-0. Mas como noutras ocasiões, esta época, a equipa de Jorge Jesus tremeu e chegou a temer o pior.

Aos 12 minutos, num lance não muito claro, o árbitro assinalou um penálti sobre Adrien Silva. O próprio capitão “leonino” abriu o marcador.


Os “leões” alinharam sem surpresas — à exceção da ausência do castigado Sebastian Coates — e desta vez tudo pareceu correr bem.

À meia hora, Alan Ruiz lançou bem Schelotto na direita e o italo-argentino serviu de bandeja para Bas Dost assinar o 2-0.

O Paços estava atordoado e logo a seguir os “castores” ficaram a ver William lançar Gelson e o extremo a evitar com classe Rafael Defendi e fixar o 3-0 da primeira parte.



Os visitantes fecharam os primeiros 45 minutos a colocar Rui Patrício à prova e, aos 50 minutos, Whelton reduziu mesmo. Contra-ataque rápido pela direita, o avançado pacense ganhou a posição a Rúben Semedo e fez o 3-1.

Depois de William já ter visto na primeira parte o cartão amarelo que o impede de jogar no Dragão, Jesus defendeu Adrien do mesmo impedimento, trocando-o por João Palhinha, a alternativa natural a… William. O jovem médio, regressado do Belenenses, viu logo um amarelo.

Sem nada a perder, o Paços acreditava e o Sporting tremia. Vasco Seabra trocou Mateus Silva por Filipe Melo. Jesus chamou ao jogo o alegadamente já descartado Marvin Zeegelaar — Matheus Pereira manteve-se espetador até aos 88 minutos.

Quase de imedia, após um canto da esquerda, Whelton deixou o holandês nas covas, bisou e o Paços chegava ao 3-2.


Valeu ao Sporting também um canto logo a seguir e um erro de Defendi. A bola sobrou para o bis de Bas Dost.


Rui Patrício ainda teve tempo de brilhar e o Sporting voltou aos triunfos após dois empates fora de portas, regressa ao terceiro lugar e coloca-se a sete pontos do primeiro lugar.


Sporting de Braga acentua crise

O Sporting de Braga fechou a ronda apenas quinta-feira à noite devido à presença, domingo, na final da Taça da Liga. Após perder no Algarve o troféu para o Moreirense, os “guerreiros” do Minho falharam também o regresso aos pontos no campeonato e perderam o terceiro lugar para o Sporting.

Na jornada anterior foram derrotados em casa pelo Guimarães. Agora, perderam em Vila do Conde. A troca de treinadores — José Peseiro por Jorge Simão — não parece ter surtido o efeito esperado.

Os bracarenses dispuseram até de boas oportunidades para abrir o marcador, mas viria ser Rafa Soares a marcar para o Rio Ave já na segunda parte. O Braga não teve arte para inverter o resultado e nem sequer para empatar.

Um pouco antes, o novo campeão da Taça da Liga recebeu o Feirense. Já sem Francisco Geraldes e Daniel Podence, ambos de volta ao Sporting, o Moreirense revelou dificuldades perante a equipa de Santa Maria da Feira.

Ao intervalo, valia a inspiração de Roberto — aproveitou um ressalto e assinou um vistoso pontapé de bicicleta para abrir o marcador — e a eficácia entre os postes de Makaridze — até um pênalti defendeu — na vantagem dos cónegos.

No segundo temo, o Feirense reagiu e Fabinho aproveitou a descoordenação entre dois homens da casa na área defensiva para conseguir o empate. Moreirense e Feirense mantém-se, respetivamente, na 14.a e 13a posição.

O Vitória de Guimarães recebeu sábado à tarde o Marítimo, sabendo que podia subir, à condição, ao quarto lugar. Falhou.

Ainda sem Marega e já sem Soares, os vimaranenses ficaram-se pelo nulo e podem ver o Braga destacar-se quando acertar calendário.

A jornada abriu sexta-feira com a vitória do Belenenses na visita ao Boavista. Marcou João Diogo, aos 57 minutos.

No sábado, o “lanterna vermelha” Tondela recebeu o surpreendente Desportivo de Chaves e conseguiu a terceira vitória no campeonato. Yordan Osorio e Eli garantiram os três pontos logo nos primeiros 45 minutos.

O antepenúltimo, o Nacional, recebeu o Arouca, desperdiçou muitas oportunidades, viu-se a perder com um golo de Nuno Coelho, aos 84 minutos, e beneficiou de um penálti muito discutível, aos 94, para conseguir o empate.