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Kraft volta a brilhar em Oberstdorf, Hirscher e Gut favoritos nos mundiais que se avizinham

Voar como um pássaro, é um velho sonho do homem e há atletas que por breves momentos o tornam realidade, passando sete segundos no ar e aterrando mais de duzentos metros à frente, o equivalente a dois

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Kraft volta a brilhar em Oberstdorf, Hirscher e Gut favoritos nos mundiais que se avizinham

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Voar como um pássaro, é um velho sonho do homem e há atletas que por breves momentos o tornam realidade, passando sete segundos no ar e aterrando mais de duzentos metros à frente, o equivalente a dois campos de futebol. É o que acontece no concurso de voos de esqui de Oberstdorf.

Um trampolim onde o rei e senhor dá pelo nome de Stefan Kraft. O austríaco repetiu a vitória de sábado e fez o pleno nas três provas realizadas esta temporada na estância alemã. Soma agora sete triunfos na Taça do Mundo de saltos de esqui, sendo que quatro foram em Oberstdorf.

Este domingo, Kraft garantiu o triunfo com dois saltos acima dos 230 metros. Tal como na véspera, o melhor salto do concurso pertenceu a Andreas Wellinger. O alemão atingiu os 238 metros mas deitou tudo a perder no segundo salto e teve de se contentar com a segunda posição.

O pódio ficou completo com Jurij Tepeš. Kamil Stoch não foi além da nona posição mas continua a liderar a Taça do Mundo de saltos de esqui.

Os mundiais de esqui alpino estão aí. O que esperar?

Nas próximas duas semanas a estância suíça de Saint-Moritz será o palco dos Campeonatos do Mundo de esqui alpino. Damos agora a conhecer os principais candidatos às medalhas.

Marcel Hirscher, como não podia deixar de ser, parte como o grande favorito. O austríaco tem já quatro medalhas de ouro no palmarés e se tivermos em conta que venceu os cinco últimos Globos de Cristal, dificilmente deixará Saint-Moritz sem juntar mais umas medalhas à coleção.

Já Alexis Pinturault ainda persegue o primeiro título de campeão do mundo mas tem a seu favor a versatilidade, ou não tivesse já três Globos de Cristal no combinado. A apostar numa disciplina, no entanto, seria o slalom gigante, onde alcançou o bronze há dois anos em Beaver Creek e nos Jogos Olímpicos de Sochi.

No slalom, Henrik Kristoffersen é seguramente um nome a ter em conta. O norueguês venceu a última Taça do Mundo na disciplina e soma já cinco vitórias esta temporada. Aos 22 anos chegou o momento de provar as boas indicações dadas nos mundiais de juniores, onde conquistou um total de seis medalhas de ouro.

Por fim, é preciso contar sempre com Kjetil Jansrud. O norueguês é presença habitual nos lugares cimeiros nas provas de velocidade mas aos 31 anos de idade tem apenas uma medalha conquistada nos mundiais, a prata no combinado há dois anos. O tempo para o ouro começa a escassear.

Lara Gut regressa onde já foi feliz

E entre as senhoras, quem será a rainha em Saint-Moritz? Mikaela Shiffrin, Lindsey Vonn, Ilka Štuhec, Sofia Goggia, Tessa Worley ou Lara Gut? A suíça não quererá perder a oportunidade de voltar a ser feliz na estância onde se deu a conhecer aos adeptos do esqui.

A 2 de fevereiro de 2008, Lara Gut tinha apenas 16 anos de idade e participava na quarta prova na Taça do Mundo. Com o dorsal 32, a suíça foi realizando o melhor tempo ao longo das contagens intermediárias mas foi incapaz de evitar uma queda metros antes do final.

Acabou por cortar a linha da meta no chão e de costas, o que lhe custou a vitória mas ainda lhe permitiu terminar na terceira posição, atrás de Tina Maze e Maria Holaus, subindo ao pódio pela primeira vez na carreira. Meses depois voltou a Saint Moritz para festejar a vitória de estreia. Agora, persegue a primeira medalha de ouro num Campeonato do Mundo.