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Draghi responde a Trump: "Não somos manipuladores de divisas"

“Suavizar a regulamentação do setor financeiro é a última coisa de que precisamos”, estima Mario Draghi.

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Draghi responde a Trump: "Não somos manipuladores de divisas"

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“Suavizar a regulamentação do setor financeiro é a última coisa de que precisamos”, estima Mario Draghi. O presidente do Banco Central Europeu (BCE) reage assim à decisão de Donald Trump de rever a lei Dood-Frank. Trata-se da lei implementada pela administração Obama para aumentar o controlo sobre Wall Street e impedir a repetição da crise financeira de 2008.

Point of view

Não somos manipuladores de divisas. As políticas monetárias refletem as diversas posições do ciclo económico da zona euro e dos Estados Unidos.

Mario Draghi Presidente do BCE

Face aos eurodeputados e aos jornalistas, Mario Draghi disse que considera a medida “muito preocupante” e adiantou: “Penso que, se não assistimos ao desenvolvimento significativo de riscos para a estabilidade financeira, é a recompensa da ação tomadas pelos legisladores, pelos reguladores e pelos supervisores desde que a crise eclodiu”.

Draghi acabou também por responder às acusações de “manipulação de divisas” vindas de Washington.

Em 2015, os Estados Unidos superara a França e tornaram-se o principal destino das exportações alemãs e os produtos germânicos concorrem diretamente com os norte-americanos.

Com o euro em mínimos de 14 anos face ao dólar, no mês passado, a administração Trump acusa o BCE e a Alemanha de desvalorizarem a moeda única para fins comerciais.

Draghi foi direto: “Não somos manipuladores de divisas. As políticas monetárias refletem as diversas posições do ciclo económico da zona euro e dos Estados Unidos.”

Já em relação à política do BCE, o presidente do banco central explicou que, a partir de abril, vão reduzir o montante mensal de compra de ativos, atualmente nos 80 mil milhões de euros, mas a operação vai prolongar-se pelo menos até ao final do ano.