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Prisão preventiva para ex-presidente do Peru por subornos da Odebrecht


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Prisão preventiva para ex-presidente do Peru por subornos da Odebrecht

O ex-presidente peruano Alejandro Toledo deve ficar em prisão preventiva por 18 meses por alegadamente ter recebido 20 milhões de dólares em subornos da construtora brasileira Odebrecht. A medida de coação foi determinada por um juiz peruano e tinha solicitada pelo procurador Hamilton Castro, que acusa o ex-Presidente dos crimes de tráfico de influências e lavagem de dinheiro.

Toledo foi Presidente do Peru entre 2001 e 2006 e vive nesta altura nos Estados Unidos, onde trabalha como investigador na Universidade de Stanford (Califórnia).

Recorde-se que, de acordo com documentos publicados a 21 de dezembro pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, a Odebrecht terá alegadamente pagado subornos em 12 países da América Latina e África, para fazer avançar mais de uma centena de projetos.

Quem também surge envolvido neste escândalo de corrupção é o presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.
As autoridades tributárias do país pediram a abertura de uma investigação às denúncias de “contribuições ilícitas” para a campanha de Santos.

No Brasil, país de origem da construtora Odebrecht, esta é apenas uma parte de todo um escândalo que atinge quase toda a classe política e que já provocou a queda da presidente Dilma Rousseff e implica o antecessor Lula da Silva.

Entretanto nesta teia gigante, os procuradores do Panamá realizaram buscas nos escritórios da Mossack Fonseca, a empresa de advocacia no cerne do escândalo “Panama Papers”, em busca de possíveis ligações com a empreiteira brasileira Odebrecht.