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Benjamin Netaniahu em Washington com Donald Trump


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Benjamin Netaniahu em Washington com Donald Trump

Depois de Londres, o primeiro-ministro israelita vai estabelecer a ponte com o novo inquilino da Casa Branca. Benjamin Netanyahu desloca-se a Washington para uma visita de três dias, numa altura em que a euforia pela eleição de Trump começa a esbater-se.

“A minha preocupação principal é garantir a segurança de Israel em primeiro. Cimentar a forte aliança com os Estados Unidos requer uma política responsável, exige uma política equilibrada e é assim que eu pretendo agir. Eu geri sempre este relacionamento de uma forma calculada e vou continuar a fazê-lo agora”, afirmou na véspera da partida.

Os dois homens conhecem-se desde o tempo em que Benjamin Netanyahu era embaixador de Israel junto das Nações Unidas, nos anos 80. Encontraram-se durante a campanha eleitoral e pareciam, na altura, estar sob o mesmo comprimento de onda.

Netanyahu aplaudiu mesmo, num tweet, a ideia do muro de Donald Trump: ““O president Trump tem razão. Eu também construí um muro ao longo da fronteira sul de Israel. Acabei com a imigração ilegal. Foi um grande sucesso. Uma grande ideia”“:https://twitter.com/realbenetanyahu/status/829579480842792960.

Após anos de tensão com a presidência Obama, que durou até ao final com um voto em dezembro, na ONU, contra os colonatos, a que os Estados Unidos, pela primeira vez, não se opuseram, o primeiro-ministro israelita convenceu-se que os entraves americanos terminaram. No último encontro dentre os dois, Trump tinha mesmo afirmado que, se fosse eleito, os Estados Unidos reconheceriam Jerusalém como capital do Estado de Israel. Depois, chegou mesmo a anunciar a mudança da embaixada norte-americana de Tel Aviv para a cidade santa.

Mas a realidade parece começar a impôr-se. Numa entrevista, na sexta-feira, ao jornal Hayom, o presidente americano moderou o discurso e pediu a Isarael que seja razoável, acrescentando que os colonatos não ajudam o processo de paz. O antigo embaixador de Israel nos Estados Unidos, Daniel Shapiro, reconhece as mudanças no comportamento de Trump: “Logo nas primeiras semanas do governo Trump vimos algumas declarações muito cautelosas e muito cuidadosas vindas da Casa Branca, sugerindo que a política dos EUA não mudou assim tanto, que o desejo de alcançar a paz no Oriente Médio continua na agenda. Creio que em muitos aspetos, as promessas de campanha serão reformuladas em coisas menos radicais, à medida que a governação se instala”.

O encontro é pois importante para Netanyahu, mas para além da política de Israel e do conflito com os palestinanos, a conversa poderá centrar-se no Irão e sobretudo no acordo sobre o nuclear que nem um nem outro apreciam.

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